“E disse-lhes: Ide
por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.” Marcos 16:15
Quando Deus escolhe uma pessoa para
algum propósito específico, não o faz de acordo com os nossos padrões. Não
utiliza os mesmos critérios que utilizamos, bem como não atenta para os mesmos
detalhes que observamos. Temos expectativas em relação aos outros que muitas
vezes refletem os nossos traumas, as nossas decepções, ou mesmo pequenas
experiências ruins que tivemos.
A forma como
analisamos as outras pessoas declaram muito mais quem somos do que o que a
pessoa que está sendo analisada é. Não que para sermos bons temos que concordar
com tudo, muito pelo contrário, mas temos que ser justos ao julgar. Quando as
conquistas dos outros são motivo de críticas ou zombaria, isso mostra que não
somos capazes de realizar nossas próprias conquistas e as dos outros nos causam
inveja. Quando os fracassos dos outros geram em nós satisfação e temos o prazer
de dizer que já esperávamos por isso, é porque estamos esperando sempre o pior
dos outros.
Quando Deus
nos chama para algum propósito, não estamos em posição de analisar os outros,
mas sermos analisados e as críticas podem nos surpreender bastante. Não podemos
esperar que todos se levantem e nos saúdam, ou fiquem felizes por nós. Seremos
alvo das mais duras e perversas críticas que refletirão a personalidade e o
caráter dos que nos cercam. Se esperarmos estar prontos para sermos chamados,
isso não acontecerá e quando formos chamados teremos que subjugar a carne,
sabendo que isso é uma luta constante, reconhecendo nossas limitações e sabendo
que todas serão vistas e apontadas pelas pessoas ao nosso redor. Estamos neste
mundo de passagem e não podemos permitir que as opiniões contrárias nos impeçam
de cumprir o propósito que temos e para o qual fomos criados.
Lidar com os
outros não é muito fácil, e lidar com as opiniões dos outros é tarefa bem mais
complicada. Mas lembremo-nos que o mais importante em nossas vidas é a forma
como nos relacionamos com Deus. Se formos sinceros o suficiente diante daquele
que vê e sabe todas as coisas, conseguiremos ser claros o suficiente diante da
nuvem de expectadores que nos rodeiam. Sem
usar de engano, sem manipular a palavra ao nosso favor, sem artifícios ou estratégias
medíocres que apenas envergonham o evangelho. Que nossas atitudes reflitam a
personalidade daquele que nos chamou e que nos capacita para que seu reino seja
estabelecido em nossas vidas e na vida de todos aqueles que conseguiremos
alcançar com o nosso testemunho.
