domingo, 5 de outubro de 2014


Quando Deus escolhe alguém!

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.” Marcos 16:15


Quando Deus escolhe uma pessoa para algum propósito específico, não o faz de acordo com os nossos padrões. Não utiliza os mesmos critérios que utilizamos, bem como não atenta para os mesmos detalhes que observamos. Temos expectativas em relação aos outros que muitas vezes refletem os nossos traumas, as nossas decepções, ou mesmo pequenas experiências ruins que tivemos.
            A forma como analisamos as outras pessoas declaram muito mais quem somos do que o que a pessoa que está sendo analisada é. Não que para sermos bons temos que concordar com tudo, muito pelo contrário, mas temos que ser justos ao julgar. Quando as conquistas dos outros são motivo de críticas ou zombaria, isso mostra que não somos capazes de realizar nossas próprias conquistas e as dos outros nos causam inveja. Quando os fracassos dos outros geram em nós satisfação e temos o prazer de dizer que já esperávamos por isso, é porque estamos esperando sempre o pior dos outros.
            Quando Deus nos chama para algum propósito, não estamos em posição de analisar os outros, mas sermos analisados e as críticas podem nos surpreender bastante. Não podemos esperar que todos se levantem e nos saúdam, ou fiquem felizes por nós. Seremos alvo das mais duras e perversas críticas que refletirão a personalidade e o caráter dos que nos cercam. Se esperarmos estar prontos para sermos chamados, isso não acontecerá e quando formos chamados teremos que subjugar a carne, sabendo que isso é uma luta constante, reconhecendo nossas limitações e sabendo que todas serão vistas e apontadas pelas pessoas ao nosso redor. Estamos neste mundo de passagem e não podemos permitir que as opiniões contrárias nos impeçam de cumprir o propósito que temos e para o qual fomos criados.
            Lidar com os outros não é muito fácil, e lidar com as opiniões dos outros é tarefa bem mais complicada. Mas lembremo-nos que o mais importante em nossas vidas é a forma como nos relacionamos com Deus. Se formos sinceros o suficiente diante daquele que vê e sabe todas as coisas, conseguiremos ser claros o suficiente diante da nuvem de expectadores que nos rodeiam.  Sem usar de engano, sem manipular a palavra ao nosso favor, sem artifícios ou estratégias medíocres que apenas envergonham o evangelho. Que nossas atitudes reflitam a personalidade daquele que nos chamou e que nos capacita para que seu reino seja estabelecido em nossas vidas e na vida de todos aqueles que conseguiremos alcançar com o nosso testemunho.