terça-feira, 24 de março de 2020


O que Deus espera de nós?


“...Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele, e faremos nele morada” João 14:23.


Quando estudamos as diferentes crenças e religiões, descobrimos uma infinidade de deuses que surgiram do anseio e da expectativa dos próprios seguidores. A partir do imaginário humano muitas ‘divindades superiores’ com incontáveis atributos são criados. Há os ´guardiões´ dos rios, das matas, etc. Alguns são ´imponentes´, outros nem tanto, mas a verdade é que espera-se que preencham uma lacuna que só pode ser preenchida pelo Deus vivo que é o Deus verdadeiro.
            E Deus, o único Deus, possui três atributos que nenhum outro possui: onipresença, onipotência e onisciência. Mesmo tendo uma dimensão inimaginável e poder infinito, conhece cada criatura que criou e se importa com todos aqueles que são ou que Ele gostaria que se tornassem seus filhos, isso engloba toda a raça humana. Sendo tão grande, mas não distante ou inalcançável, esse mesmo Deus nos convida dia após dia a um relacionamento pessoal, afetivo. Um Deus que fez o sacrifício de enviar seu único filho para cumprir uma missão aqui na terra, como homem, sofrendo perseguições e sendo levado à morte depois de diversas ofensas, humilhações e castigos. Veio para atrair todos à uma vida resgatada do pecado. E cumpriu sua missão, não tendo poupado a própria vida, pois sabia de seu propósito.
            E o que Deus espera dos seus? Que o amem acima de todas as coisas. Simplesmente isso, que o amem.
            Espera que esse amor seja intenso o suficiente. Intenso é algo forte, que se mantém com vigor. Que ultrapassa medidas, maior do que deveria ser. É o que vemos em Apocalipse 2:4 “Tenho, porém, contra ti que deixaste o teu primeiro amor”. Aqui o amor são as primeiras obras, que deixaram de ser praticadas. Quando amamos de forma intensa, nossas atitudes provam a existência de tão grande amor. Demonstramos arduamente através de atitudes de alguém que tem zelo pelas coisas de Deus. E Ele nos convida ao arrependimento. “Lembra-te, pois, de onde caíste, e arrepende-te, e pratica as primeiras obras...” (Apocalipse 2:5). Não é possível amar sem demonstrar, sempre que vemos exortações sobre o amor, estão vinculadas às obras. O amor é gerado dentro dos corações dos homens e se manifesta através das atitudes. Sendo assim, o que sentirmos e o que fizermos deve ter a mesma proporção para que seja real. 
                Espera que esse amor seja puro. A pureza no ouro, por exemplo, é medida de acordo com a quantidade ou ausência de outros metais em sua composição. Deus quer que não haja espaço em nossas vidas a nenhum outro deus, ou algo que tome o lugar de Deus, como observamos em Êxodo 20:3 “Não terás outros deuses diante de mim”. Nossos corações devem ser exclusivamente do Deus verdadeiro, sem concessões. Não podemos ficar divididos entre Deus e coisas levianas, inclinações da carne, amor ao dinheiro, satisfação exacerbada do próprio ego, cuidados excessivos com a vida passageira. Deus deve ser o centro das nossas vidas para que esse amor seja puro.
            Espera que esse amor gere amadurecimento. Precisamos crescer espiritualmente ao ponto de nos tornar maduros. Em I Coríntios 13, vemos a descrição do amor de alguém que teme a Deus e quais devem ser as suas obras, e no versículo 11 diz assim: “Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino”. Depois de descrever a importância do amor nas obras do cristão, o texto fala sobre a maturidade, algo inevitável e que se atinge em consequência do tempo. Se houver amor de fato, a maturidade será gerada naturalmente.
            Não podemos nos descuidar destes três fatores, a intensidade, a pureza desse amor e seu gradual amadurecimento. A constância das nossas obras, a vigilância nas atitudes, devem ser imprescindivelmente observadas e mantidas para que o Espírito Santo encontre espaço suficiente nas nossas vidas para nos fazer experimentar esse tão grande amor de Deus por nós.