terça-feira, 8 de julho de 2014


Como assim?

“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.” Romanos 7:19.

Não é por que uma pessoa não aceita a Cristo que não o quer. Nem todas as pessoas agressivas são assim por escolha própria. Uma pessoa reprimida, não é necessariamente arrogante. Estamos acostumados a ver as coisas do nosso jeito e projetamos as nossas deficiências nas outras pessoas. Temos dificuldade de entender que uma pessoa com histórico de prostituição não deixará a prática com facilidade. Nossa ótica e a forma como compreendemos o mundo ao nosso redor, ou seja, nossa leitura do mundo, diz muito mais ao nosso respeito do que a respeito daquilo que nos cerca.
Nos empenhamos em criticar, nos envolvemos em fofocas e revidamos as ofensas quando somos limitados e incapazes de lidar com estas situações. Deus não espera que sejamos perfeitos, quer que sejamos humanos. Precisamos olhar as coisas como elas são e deixar as acusações de lado. Se tivermos complexo de inferioridade tudo será difícil demais para processarmos, se tivermos o desprazer de nos achar auto suficientes, perderemos oportunidades de compartilhar as nossas fraquezas e assim, aprender com alguém melhor que nós em algum aspecto. Paulo nos diz que o bem que ele quer fazer não faz e o mal que não quer faz. Somos um reflexo daquilo que aprendemos ao longo de toda a vida, e aprendemos mais observando, principalmente o que presenciamos quando crianças, por isso crescemos achando que as pessoas devem ser parecidas conosco e não nos permitimos aprender coisas novas, novos hábitos, novos costumes, novos comportamentos. O mundo é muito maior que nossa pequena caixa de certezas que guardamos com tantas reservas, nos envolvemos numa bolha para limitar a influências das outras pessoas nas nossas vidas. Pastores criam calos em suas cordas vocais e precisam voltar a pregar as mesmas coisas todos os domingos, na dúvida se finalmente serão ouvidos ou não.
Estamos ocupados demais com os nossos pensamentos superficiais para tentar compreender as outras pessoas, e na verdade isso não nos torna piores, apenas iguais a todo mundo. Se fizéssemos aquilo que é nossa obrigação como amar, perdoar, ajudar, ofertar, suportar estaremos fazendo o mundo um lugar melhor. Talvez consigamos influenciar algumas pessoas próximas a nós e percebamos que somos mais alienados do que pensávamos.