quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Deus não me deu ‘promessas’!

“Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam” I Coríntios 02:09.

                A palavra do Senhor nos diz que os falsos profetas enganam a muitos com palavras mentirosas e corrompem o povo de Deus. E suas principais ferramentas são as promessas, ou melhor, as falsas promessas que não vieram de Deus realmente. Mas todos nós temos promessas de Deus?
            De acordo com relatos de pessoas que afirmam ter promessas, elas acreditam que algo muito bom vai acontecer, algo extraordinário mudará radicalmente o curso de suas vidas. Existem promessas de riquezas, de ministério, de casamento, dentre outras. As promessas quanto a ministério, ou chamado, geralmente se referem a uma ideia futura de grande influência. Ninguém afirma ter um chamado para zelar e cuidar da igreja limpando o chão, ou cuidando das crianças no berçário, fazendo evangelismo de porta em porta. As promessas quanto a ministério, vem sempre com uma perspectiva de que a pessoa terá grande notoriedade e destaque no meio evangélico, como se isso tivesse alguma importância de fato.
            As promessas quanto a aquisição de bens materiais, nunca vem com a premissa de que será preciso compartilhar as riquezas com as pessoas necessitadas. Como Jesus poderia nos permitir ficar com tantas riquezas enquanto muitos padecem de fome? Suas palavras nos dizem isso: “Vendei o que tendes, e dai esmolas...” Lucas 12:33 a. “Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam” Mateus 6:19. Enquanto as promessas de bens são para que venhamos a ajuntar riquezas e nos iludir com as coisas que este mundo nos pode oferecer, a palavra de Deus nos diz exatamente o contrário. 
            Existem as mais variadas e criativas promessas que podemos imaginar, mas todas com o mesmo intuito, massagear o ego das pessoas e persuadi-las a se desviarem do real propósito que Deus tem para elas. Em I Coríntios 02:01 Paulo deixa clara sua intenção e o caráter de suas pregações: “E eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando o testemunho de Deus, não fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria”. Paulo não tinha intenções de persuadir as pessoas com palavras eloquentes ou de sabedoria humana, como ele mesmo fala no versículo 04 deste mesmo texto. Seu principal objetivo era ensinar aos crentes aquilo que eles precisavam entender para tornarem-se maduros espiritualmente: “Ora o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” I Coríntios 02:14.
            Precisamos avaliar o tipo de pregação que tem sido feita nos púlpitos de nossas igrejas. Que tipo de alimento nos tem sido ofertado como povo de Deus, cidadãos do céu que estão neste mundo de passagem e precisam de fortalecimento espiritual para lidar com as dificuldades encontradas aqui na terra. Não precisamos de palavras enganosas que nos iludam e nos façam sonhar com coisas desnecessárias.
Eu glorifico a Deus porque ele não me deu ‘promessas’. Eu não tenho promessas de riquezas, de ministério ou qualquer coisa do tipo. Quando Deus fala comigo, ele me dá ordens e não promessas. As promessas afagariam o meu ego, enquanto as ordens me mostram que eu sou serva, me mostram a minha posição diante de Deus. As promessas me fariam sonhar, enquanto as ordens me conduzem à obediência, me levam a cumprir a vontade de Deus na minha vida. As ordens me levam a colocar minha vida em ordem e corrigir o que está errado em mim, elas me conduzem a uma vida de santificação.
Deus deu promessas a Abraão, e isto era tudo o que ele tinha de Deus. Naquela época o Espirito Santo não habitava nas pessoas e era preciso que um anjo anunciasse tudo quanto Deus queria dizer, e tudo quanto faria. Apenas os profetas e os sacerdotes tinham o Espírito Santo e eram guiados por ele. Mas aos discípulos Jesus deu ordens: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura” Marcos 16:15, “...ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder” Lucas 24:49 b. As promessas que ele deu aos seus discípulos, era o envio do Consolador e a certeza da salvação, dentre outras relacionadas a vida espiritual dos mesmos.
Como podemos ver na Bíblia, Deus fez promessas a poucas pessoas, e ele tinha propósitos únicos como a criação de uma nação, Israel, através da obediência de Abraão; a provisão para o seu povo em tempos de crise, como quando usou José no Egito. Mas Jesus não fez grandes promessas como essas para seus discípulos, porque este é o tempo em que estamos gozando o cumprimento das promessas feitas no antigo testamento. Estamos vivendo essas promessas e desfrutando aquilo que Deus tem preparado desde os tempos de Abraão, estamos vivendo esta nova aliança de Deus com seu povo. Estamos no tempo da graça.
            Por mais que desejemos ser abençoados pelo Senhor, nossa principal motivação não deve ser o que vamos lucrar, ou de que forma vamos nos beneficiar. O fato de podermos nos relacionar com Cristo, e conhecê-lo intimamente é algo maior do que Abraão viveu e desfrutou nesta terra. Ele não viu o cumprimento da promessa a qual nós desfrutamos e mesmo assim desvalorizamos sempre que buscamos fábulas e estória enganosas para nossa satisfação.
            Somos chamados por Deus a uma vida consagrada, devota, de santificação, voltada para coisas que não conseguimos entender de forma natural, mas que o Espírito nos revela se formos verdadeiramente espirituais e estivermos dispostos a entender as coisas de Deus com maturidade.

                “Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente” Efésios 04:14.    

domingo, 11 de outubro de 2015

O sobrenatural de Deus

“Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino” I Coríntios 13:11.

            É muito bom ouvir Deus falar conosco. Sentir a presença doce e suave do Espirito Santo. É satisfatório ter experiências sobrenaturais marcantes. É gratificante quando somos usados para abençoar a vida das pessoas ao nosso redor. Precisamos experimentar algo novo da parte de Deus nas nossas vidas todos os dias, em todo o tempo, em cada minuto, cada segundo.
            Mas quanto estamos dispostos a entregar, o que aceitamos renunciar? Temos que entender que o sobrenatural de Deus não acontece em nossas vidas com o intuito de nos surpreender e sim de nos moldar. Deus não tem pretensão alguma de atender as nossas expectativas e massagear o nosso ego. Ele faz o que é preciso fazer, e isso quer dizer que, ele opera em nós o que nos transforma e renova as nossas vidas da sua maneira. Pode ser uma simples palavra de renúncia ou de arrependimento. Precisamos estar prontos para ouvir Deus falar, sem esperar grandes revelações, ou incríveis manifestações do sobrenatural acontecendo.
            Não podemos limitar o poder de Deus aos cultos de domingo à noite e deixar de frequentar os demais cultos por não serem tão ‘avivados’. Temos que entender que avivamento não se faz com cultos animados, mas com vidas transformadas. Melhor é ouvir uma repreensão do Senhor do que não o ouvir, mas também precisamos estar atentos ao agir do Espírito Santo e obedecê-lo com urgência. Quando ouvirmos algo da parte de Deus, que não desprezemos ou pior, que não ‘aumentemos’ a sua revelação por achar que seja pequena demais diante do que esperávamos. Tenhamos humildade para encarar as coisas de Deus com simplicidade, sem floreios, ou coisas do tipo que desmerecem o agir de Deus.
            Quando estivermos lendo a palavra de Deus, não busquemos entender algo em oculto porque sua palavra pura e simples já basta. Não façamos interpretações incríveis e fantásticas de tudo o que lermos, muitas vezes utilizando versículos fora de contexto para nos agradar. Observemos as coisas de Deus como servos maduros que não se impressionam facilmente, mas acostumando-nos com o que é sobrenatural como sendo parte de nós, do que somos, por estarmos prontos para ver, ouvir e sentir a cada dia.
Estejamos prontos a abrir mão dos nossos conceitos limitados, para ver além das aparências e dos nossos ‘achismos’. Certa vez Deus me disse o que esperava de mim através de um rock cantado pelo PG: “Que sejas meu universo, não quero dar-te só um pouco do meu tempo, não quero dar-te um dia apenas da semana. Que sejas meu universo não quero dar-te as palavras como gotas, quero que saia um dilúvio de bênçãos da minha boca”. Esperemos os milagres de Deus, mas primeiramente temos que receber a Deus para que ele venha até nós com os seus milagres, que se manifestarão a nós se necessário for. Que ele seja o nosso universo, tudo em nós.
Precisamos estar prontos a fazer qualquer renúncia, por mais simples ou mais complexa que possa ser. Quando estamos dispostos a sonhar os sonhos de Deus percebemos quão diferentes eles são dos nossos, e quanto temos que perder para nos moldar a Cristo. O evangelho de Jesus é o evangelho de cruz: “Então disse Jesus aos seus discípulos: Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me” Mateus 16:24. Isto é o sobrenatural de Deus em nossas vidas, é algo tremendo que poucas pessoas conseguem enxergar. Perceba que existe um processo para realizar essa ordenança. O primeiro passo é querer: “Se alguém quiser”; o segundo passo é renunciar: “renuncie-se a si mesmo”; o terceiro passo é tomar a cruz: “tome sobre si a sua cruz”; o quarto passo é seguir a Jesus: “e siga-me”. Não podemos pular etapas, é preciso cumprir cada uma nesta ordem para nos tornar seguidores de Jesus.

Aquilo que Deus nos diz deve impactar as nossas vidas de tal forma que não consigamos viver enquanto não cumprirmos sua vontade. Quando Deus fala conosco verdadeiramente, não conseguimos encontrar sentido em mais nada até que tenhamos obedecido a sua voz. E a voz de Deus não vem para nos agradar, porque somos limitados ao nosso tempo, ao nosso espaço e às nossas meras convicções. As nossas expectativas nos impedem de ouvir e assim sermos transformados, nossos anseios são carnais e tudo em nós precisa do mover de Deus para que estejamos verdadeiramente no altar e para que experimentemos o sobrenatural de Deus em nós.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Evangelho na íntegra.

“Toda a escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” II Timóteo 3:16

Estive refletindo esses dias sobre a prosperidade, mais especificamente o que a Bíblia fala sobre ela. Vemos muitas pregações atualmente que falam bastante sobre esse assunto, todas com ‘embasamento bíblico’. Aprendi muito sobre formas de multiplicar os bens materiais, maneiras de tornar-me apta a receber bênçãos, segredos que podem ajudar a encontrar a raiz de problemas financeiros. Já participei de campanhas, entreguei dízimos e ofertas, e até hoje entrego, mas nenhum destes ensinamentos mudaram minha vida financeira.
                Será que existe alguma maldição que me impede de prosperar? Mas a quebra de maldições também fiz, só não fui para a sessão do descarrego, e nem vou. O mais interessante nisso tudo é que não conheço ninguém que tenha ficado rico desta forma, não funcionou para mim e também não funcionou para ninguém que conheço. As pessoas bem-sucedidas que conheço, são as que não buscam fórmulas mágicas para mudar de vida. Ao contrário disso, elas como eu, e como todas as pessoas devem fazer, se levantam para batalhar e conquistar o que querem. Como aquela antiga frase dizia: ‘O trabalho dignifica o homem’. E não apenas isto, lhe propicia a experiência de plantar para colher, buscar para encontrar.
                Deixando aquele pensamento pífio de lado, voltemo-nos para a seguinte pergunta: Porque queremos riquezas? Quantos pares de sapatos precisamos para dois pés? Quantas calças para duas pernas? De quantos carros e quantas casas precisa uma família? O que realmente importa para nós? Fazendo este questionamento me deparei com um sentimento pesado de que questionar a Deus não é muito sábio, afinal de contas, se Deus nos dá riquezas é porque somos merecedores. Como posso questionar ensinamentos passados por grandes pregadores da palavra, homens mundialmente reconhecidos e respeitados que nos ensinaram a pensar e contribuíram com uma grande revolução na mente e nos corações de todos nós, pobres cristãos?
                Mas como foram sábios nossos irmãos bereanos, precisamos ser também. Por isso fui pesquisar na palavra de Deus para encontrar a resposta à todas as minhas dúvidas. Estava disposta a ouvir o que Deus tinha para me falar, tentei ignorar tudo o que já havia aprendido e desvincular-me de qualquer dogma antigo e novo, desconsiderar a importância de todos os pregadores que já ensinaram acerca deste assunto. Assim o fiz, e simplesmente li os quatro evangelhos em busca da resposta. A conclusão que cheguei não me trouxe surpresa ou perplexidade, apenas confirmou o que o Espírito Santo já havia me falado ao coração. Sabe qual foi? Experimenta você também, lê o evangelho que conta a vida de Jesus Cristo. Leia capítulo a capítulo, versículo a versículo. Ouça a voz doce e suave do Senhor, separe alguns minutos ou algumas horas para entender a vontade de Deus.

                Eu gostaria de resumir este texto com um versículo que explica bem o que Cristo espera de nós. Meus dedos coçam e meu coração sangra por não fazer isso, mas estou determinada a não fazer. Desejo ardentemente que você leia e conclua por si mesmo e perceba quanto temos errado em tentar entender um texto fora do contexto. Quantas linhas de raciocínio são possíveis criar desta forma. O evangelho pode ser pregado em partes porque em partes o explicamos, mas não podemos entendê-lo em partes. Precisamos ver que se entendermos de tal forma que uma parte invalide outra, temos feito uma análise equivocada do todo, ou não queremos o todo, só o queremos em parte.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Qual a medida da sua fé?

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6

A fé é essencial na vida de qualquer cristão, é impossível conhecer a Deus se não for pela fé. Já que estamos presos a este corpo carnal, precisamos acreditar em algo que não vemos, não ouvimos e não sentimos de forma natural. Mas será que podemos medir a nossa fé, será que conseguimos compará-la a um grão de mostarda, a uma semente de azeitona, ou algo maior? Não é possível medi-la, quando Jesus afirmou que se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, dizia que mesmo que ela seja pequena podemos fazer coisas grandes.
            Não existe uma medida mas sabemos através de nossas atitudes qual o comprimento da fé que temos em Deus. Sabemos que se confiarmos no Senhor em qualquer circunstância teremos fé. Mas será que fé em excesso é prejudicial? Nada no reino de Deus é derramado sobre nós em demasia, sempre vem na quantidade correta, ou não virá se não buscarmos. O fato é que muitos têm demonstrado uma fé absurda, descomunal, equivocada e prejudicial.
            Que fé é essa que faz com que muitos fiéis se calem diante dos abusos sexuais cometidos por padres, apenas para não denegrir a imagem da igreja? Que fé é essa que nos leva a ser coniventes com práticas idólatras no meio das mais variadas denominações, inclusive evangélicas, como o uso de amuletos, objetos ungidos, rosas, sal, ou coisas da ‘terra santa’? Que fé nos leva a não denunciar a corrupção no meio do povo de Deus, como se os pastores, bispos, apóstolos tivessem imunidade e pudessem pecar deliberadamente? Que fé nos faz desviar de Deus quando nos decepcionamos com líderes ou aqueles que são referências espirituais? Os usos e abusos de muitos líderes religiosos não deve abalar nossa fé, e a exposição e denúncia de tais práticas não deve nos fazer duvidar de Deus. Não podemos nos calar em nome de mantermos as instituições ou organizações da mesma forma que estão, por medo de ficarmos desorientados, sem rumo, caso deixem de existir ou sofram alguma transformação. A fé que possuímos não deve estar firmada em absolutamente nada que seja natural, não podemos depender da constatação da ação de Deus na vida de outras pessoas para acreditar que ele vai agir em nossas vidas. Não podemos depender de uma denominação ou agrupamento para mantermos a comunhão com o Pai. Todas estas coisas são passageiras, os homens se corrompem porque esta é nossa natureza. As liturgias dos cultos religiosos estão sujeitas a mudanças e as instituições podem sofrer alterações ou até deixar de existir. Tudo neste mundo é passageiro, por isso nossa fé deve estar voltada para as coisas do alto. Devemos estar sempre com os olhos fixos em Deus e nossa esperança deve ser na morada eterna. Foi isso o que Cristo nos ensinou e é assim que temos que viver.
            As reuniões nas igrejas são importantíssimas para a vida espiritual de todos nós, para nosso crescimento espiritual. Mas nossa comunhão com Deus não pode depender apenas disto, não podemos sair desanimados dos cultos quando acreditamos que não houve o avivamento que esperávamos. Não podemos ser influenciados por céticos religiosos que limitam o poder de Deus. Precisamos nos dirigir à casa do Senhor com o coração aberto para ministrar e receber ministração de Deus. Precisamos nos manter firmes independente da frieza espiritual dos outros ou do fervor que apresentam. Assim como não podemos ser abalados por conta da queda de qualquer pessoa ou de qualquer instituição religiosa. Por isso não podemos nos calar diante da total falta de temor a Deus daqueles que usam seu nome em benefício próprio.
            Devemos viver como se tudo o que importasse para nós fosse a vontade do Senhor e nada mais, agindo de forma justa para com todos ao nosso redor, independente de posição social ou influência que exerçam. Vejamos o que Paulo disse em sua carta aos coríntios a respeito desta vida passageira: “O que quero dizer é que o tempo é pouco. De agora em diante, aqueles que têm esposa, vivam como se não tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; os que estão felizes, como se não estivessem; os que compram algo, como se nada possuíssem; os que usam as coisas do mundo, como se não as usassem; porque a forma presente deste mundo está passando.” I Coríntios 7:29-31. Vejamos também um trecho do Evangelho segundo Mateus: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” Mateus 24:10-13.

             Se formos levados a duvidar da existência de Deus, ou de seu amor por nós, por conta de acontecimentos ao nosso redor, nossa fé não está firmada nele verdadeiramente. Estejamos prontos para enfrentar as adversidades deste mundo e tudo aquilo que o inimigo de nossas almas levantar para nos fazer desanimar. Revistamo-nos da armadura de Deus para resistir no dia mal, e depois de termos feito tudo que permaneçamos firmes.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

E agora, o que fazer?

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.” Gálatas 6:9.

Fazemos escolhas como a profissão que exercer, onde morar, o que comprar, como se vestir e etc. Muitas destas escolhas são fáceis, outras nem ao menos fazemos, principalmente quando encontramos um parente que, de certa forma, faz por nós. Ao longo do tempo analisamos com base nos resultados, se fomos espertos nas decisões que tomamos, se nos esforçamos o suficiente, se há tempo para mudarmos o rumo de algumas coisas em nossas vidas, se estamos satisfeitos.
As decisões que tomamos nos acompanharão para sempre, pois refletirão positivamente ou negativamente. O arrependimento pode nos levar a pensar melhor antes de agir e ajuda-nos a amadurecer; o remorso, por outro lado nos faz remoer e reclamar como se não houvesse nenhuma outra oportunidade boa por vir. O fato é que pensamos sobre todas as escolhas e onde poderíamos ter chegado se todas elas tivessem sido realmente bem tomadas.
Mas será que existe uma profissão perfeita para cada pessoa, será que existe uma única casa onde aquela mesma pessoa poderia ser feliz, será que existe apenas uma alternativa correta para cada decisão que precisamos tomar? Se existir, tecnicamente, qualquer outra escolha será frustrante. E como saber se a escolha que fizemos foi correta ou não? Como resolver este enigma e como fazer as escolhas de agora por diante?
Se acharmos que diante de todas as escolhas que temos para fazer apenas uma será correta, isso reduz drasticamente as chances de acerto. Se acharmos que somente uma profissão poderia nos dar a oportunidade de sermos realizados profissionalmente, significa que nossas chances de sermos felizes são mínimas e que a vida é um jogo de sorte.
Baseados na hipótese de que há apenas uma escolha correta, muitos tem orado a respeito de decisões grandes e pequenas. Não que não devemos orar, pelo contrário, mas será que perguntar a Deus se devemos ir à praia ou não é necessário? Precisamos perguntar se podemos tomar sorvete, se podemos fazer vestibular, se devemos fazer outro cartão de crédito? Talvez isto não seja necessário.

Precisamos entender melhor o que realmente agrada a Deus. Ele não nos amaria mais se fizéssemos somente escolhas boas, assim como não nos ama menos porque fazemos escolhas ruins. Temos que entender que nossas escolhas podem nos tornar pessoas melhores ou piores, dependendo da importância que damos a elas e de como encaramos os resultados. Se estivermos preparados para tentar novamente e insistir até ficarmos satisfeitos, vamos entender melhor o que agrada a Deus e vamos conhecer nossos limites e o que somos capazes de fazer. Mas principalmente, entenderemos que precisamos estar prontos para arriscar de vez em quando, sabendo que não importa o que aconteça, sempre podemos recomeçar. 

domingo, 16 de agosto de 2015

Lamentações de mim mesmo!


“Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.” Isaías 58:14

                Quando oramos pedindo ao Senhor que fale conosco e esperamos uma resposta imediata, quando dizemos que precisamos ouvi-lo urgentemente ou desfaleceremos, quando estamos desesperados por uma solução e voltamos nossos olhos para o Senhor, acreditamos que Ele deveria nos responder imediatamente. Mas como isso não acontece, questionamos a existência de Deus, ou seu poder, ou o amor que sente por nós. E o fato de questionarmos tudo não muda a forma como somos tratados por ele.
            Será que precisamos apelar para atitudes infantis para testar nossa importância diante ele? Será que agindo como crianças mimadas e birrentas seremos ouvidos e levados a sério? Não que precisemos nos tornar maduros o suficiente, para daí então sermos respeitados. Mas o problema não está nas encenações bobas de desespero, e sim nas atitudes auto degradantes que nos submetemos na tentativa de sermos lembrados. Está na violação e destruição que causamos a nós mesmos para sermos notados. Se pensarmos que o suicídio vai abrir os olhos e ouvidos de Deus para nossa angústia podemos nos perder no caminho e não conseguir mais voltar.
            Deus não espera que tenhamos tudo sob controle, não espera que sejamos equilibrados e perfeitos para atender nossas orações. Ao contrário desta sociedade hipócrita, ele não nos trata diferente por sermos pobres ou fracos. Não nos julga pelos deslizes que cometemos, não nos ignora quando está triste conosco. Apenas, ama-nos incondicionalmente, e ama, e ama. Será que sempre que nos sentirmos sozinhos, ele deveria parar o sol ou mudar a rotação da terra para nos dizer que se importa? Será que é preciso que nos surpreenda a cada dia ao ponto de nos deixar sem fôlego para que consigamos enxergar a importância que temos para ele? Quando lembro do sacrifício de Jesus na cruz percebo quanto sou egoísta. Não consigo abrir mão de coisas pequenas e torna-se difícil mudar coisas em mim que considero importantes como se tudo o que diz respeito a mim fosse prioridade máxima.

            Será que eu conseguiria parar de ouvir os gemidos da minha alma só por um momento para ouvir o sussurro do Espírito Santo? Será que deixaria de correr atrás de tudo o que sonho para entender um pouco do que ele quer de mim? A partir de hoje me lanço este desafio, deixar de achar que sou tão espetacular neste mundo e entregar meu coração quebrado para que ele o concerte, ao invés de reclamar o tempo todo me lamentando por tudo.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Eu profetizo?

“Buscai em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas.” Mateus 6:33

Quando a verdade não é o bastante e temos que enfeitá-la para que se pareça com aquilo que esperamos, então ela perde sua essência e deixa de ser a verdade. Passa a ser mais uma das muitas percepções erradas que temos das coisas e mais uma ilusão que nos convence e nos acalma como uma canção de ninar ressoando em nossos ouvidos.
                Assim se tornou o evangelho para uma geração imatura e ansiosa que está sempre à espera da realização de todos os seus sonhos, dando ouvidos a palavras de mentiras que distorcem o evangelho e o rebaixam a categoria de religião baseada em superstições e fábulas. Depois de uma infância marcada pelos espetaculares filmes e desenhos com estórias fabulosas, repletas de magias, esta geração atual passou a buscar soluções imediatas e finais felizes a todo custo. Basta dizer palavras mágicas como ‘eu profetizo’, ou ‘eu declaro’ para que algo sobrenatural seja automaticamente liberado por Deus para solução de todos os problemas que estejamos enfrentando.
                Mas a palavra de Deus é perfeita e agradável, não precisa ser manipulada de forma inadequada para se adequar às nossas expectativas. Se profetizar significa que Deus está utilizando um profeta para falar com seu povo, não posso dizer que profetizo quando faço uma oração a Deus ou quando afirmo que vou receber uma bênção. Eu posso apenas afirmar que serei abençoado para que este ato fortaleça a minha fé e me ajude a permanecer confiante em Deus, no entanto preciso ter ciência de que Ele vai agir da forma como deseja e no tempo certo, minha ansiedade ou talvez minha determinação em não admitir que a benção tarde, não pode me conduzir a um ato rebelde e petulante que não agrada a Deus.

                Somos provados a cada dia e a palavra do Senhor nos diz que vamos passar por aflições e que seremos perseguidos. Se tudo estiver bem em nossas vidas, todos os nossos sonhos se realizarem e estivermos plenamente satisfeitos com tudo ao nosso redor, algo está errado. Ou o Senhor Jesus mentiu, ou nos enganamos acreditando que basta profetizar ou declarar algo e tudo o que pedirmos, quer seja bom ou não, se realizará; prefiro acreditar na segunda opção. Desejo que Deus nos conserve alerta e conscientes das coisas que são importantes para o Reino de Deus. Porque a palavra de Deus nos diz que devemos nos preocupar primeiramente com o Reino e as demais coisas nos seriam acrescentadas. Glória a Deus!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A apostasia dos últimos dias.


“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrina de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;” I Timóteo 4:1 e 2.


            Quanto a história dos reis de Israel no Antigo Testamento, podemos observar que alguns agradavam a Deus em suas práticas e outros o desagradavam. Na história dos reis que não agradavam a Deus vemos que a principal prática de desobediência era a idolatria, onde eles se prostravam diante de outros deuses, sacrificavam nos montes e traziam para o povo práticas pagãs. E se diz desses reis que fizeram o que era mau aos olhos do Senhor, dos reis obedientes a Deus se diz que fizeram o que era reto aos olhos do Senhor.
            A principal tarefa dos reis que agradaram a Deus era desfazer o que os maus reis haviam feito, retirando os ídolos do meio do povo, abolindo os sacrifícios pagãos, etc. O povo de Israel estava sempre aberto às práticas idólatras e as recebiam com muita facilidade, a humanidade está sempre inclinada a fazer aquilo que não agrada a Deus. Isso não quer dizer que o rejeitem em seus corações, muito pelo contrário, a intenção não é rejeitá-lo. A idolatria é sedutora e não se traduz na retirada de Deus da vida do homem, mas a inclusão de falsos deuses. No entanto Deus não admite dividir sua glória com absolutamente nada e não aprova esta conduta e ele é quem se afasta.
            Quando o homem se volta para práticas idólatras, está à procura de algo que reafirme a sua fé, algo tangível, palpável que o ajude a acreditar na sua religiosidade e nas bênçãos espirituais que tanto busca. O difícil para nós pobres mortais é compreender que ao admitir e aceitar a idolatria, Deus se afasta de nós porque estamos em pecado. Nem sempre conseguimos enxergar a ausência dele em nossas vidas porque estamos ocupados demais e envolvidos em mentiras que criamos para nos manter voltados para estas coisas que nos ajudam a acreditar naquilo que queremos acreditar e não no que Deus quer que enxerguemos. Não são apenas os líderes religiosos que nos mantém aprisionados à idolatria, mas nossas mentes são seladas por nós mesmos para não perder aquilo que nos mantém confiantes em vitórias almejamos alcançar.
            A igreja evangélica no Brasil tem adotado práticas idólatras em busca de bênçãos materiais, espirituais, curas, libertação, etc. E tem usado a própria Bíblia na tentativa de embasar suas crendices, distorcendo-a sem o saber. A busca insaciável por bens materiais ocupa um espaço considerável dos corações dos homens e a inserção de uma palavra inspiradora em cada culto que deveria ser direcionado apenas para a adoração a Deus. A busca por libertação é motivo da existência de grandes campanhas acompanhadas de práticas duvidosas, quando a palavra de Deus nos diz que conhecereis a verdade e ela vos libertará. A busca por experiências sobrenaturais transformou cultos que deveriam ser única e exclusivamente para agradar a Deus em espetáculos e manifestações carnais que envergonham o evangelho, acompanhadas de mentiras e profecias demoníacas que contradizem a palavra de Deus.  
            Além de todos os absurdos que permeiam os templos espalhados pelo país, as pequenas mentiras e distorções da verdade que estão encrustados no interior de cada um de nós, à primeira vista não oferecem grandes riscos à vida espiritual, mas causam distanciamento de Deus e de sua vontade para as nossas vidas. Dizer que profetiza bênção, tem se tornado cada vez mais comum, mas a prática distorce o sentido da palavra profetizar que deve ser utilizada apenas quando Deus usa um profeta para falar ao seu povo, e não a atitude de um simples servo de Deus ‘determinando’ bênçãos para si ou para outra pessoa. Fazer quebra de maldições seguidos de processos de libertação são práticas que não tem embasamento bíblico e fazem parecer que todas as pessoas têm demônios, quando na verdade as pessoas que precisam de libertação não recebem acompanhamento de seus pastores e não conseguem ser libertas de verdade. A ‘adoração’ extravagante que causa desordem e indecência, em alguns casos, traduz a total falta de temor a Deus. A falta de constância na entrega dos dízimos e ofertas, na verdade, não destrói as finanças com a entrada de demônios devoradores, mesmo que a entrega dos dízimos seja uma responsabilidade de todos e atitude de quem realmente ama a Deus. O uso de lenços, rosas, sal, e qualquer objeto usado como amuleto é prática idólatra, e em alguns casos até a própria Bíblia é usada desta forma.
            Estas e outras práticas observadas, das quais muitas já acreditei e fiz uso das mesmas, enganam até pessoas retas e conhecedoras da palavra de Deus, mas também são ferramentas eficazes nas mãos dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas e não as apascenta, mas apascentam a si mesmos, como vemos em Jeremias 23. São líderes religiosos que usam de engano e adulteram a palavra do Senhor em benefício próprio. Mas isso não nos exime das nossas responsabilidades e nos mostra que na verdade os maiores culpados somos nós quando buscamos tais práticas e fazemos delas atalhos na tentativa de alcançar aquilo que almejamos e de realizar nossos sonhos: “Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade voltando às fábulas.” II Timóteo 04:03 e 04.

            Podemos criticar e julgar os outros, ou voltar nossos olhos para nós mesmos e entender aquilo que nos afasta de Deus. Abolir a idolatria que está arraigada no meio evangélico, nos despojar do velho homem que precisa de algo mais que a palavra de Deus para manter algum tipo de fé, mesmo que falsa e que destrói a verdadeira comunhão com Deus. Sempre é tempo de mudar, sempre estaremos aprendendo mais e enxergando erros em nós mesmos, porque somos falhos. Precisamos de humildade para reconhecer aquilo que afasta o Espírito Santo de nós, precisamos estar prontos para ouvir Deus falar conosco e nos repreender. Voltemo-nos para o Senhor, sem interesses pessoais em jogo, sem aspirações egoístas que nos corrompem. Façamos cultos de adoração àquele que é digno de receber adoração genuína. Abracemos a verdade e nada mais que a verdade. Sejamos retos e puros de coração, pois isso é agradável a Deus.       

sábado, 7 de fevereiro de 2015

Segue abaixo um trecho do início do livro que está disponível em ebook no link:http://www.amazon.com.br/12-Horas-Inferno-Lidiane-Carvalho-ebook/dp/B00TAFT88G/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1423354486&sr=1-1&keywords=12+horas+no+inferno

1
QUE TÉDIO!

“Abro os olhos sob o mesmo teto todo dia, tudo outra vez. Acordo, um tapa no relógio a mente tá vazia, são dez pras seis. Hoje a morte do meu ego tá fazendo aniversário, será que eu vou chegar, chegar ao fim de mais um calendário, eu não sei. Eu não sei, eu não sei, é tudo sempre igual.”
Resgate (Dez pras seis)

Esta era uma época muito quente, o verão mais causticante de décadas. Não chovia há muito tempo, o céu estava sempre limpo e o sol brilhava naquele dia eufórico. Era tempo de aproveitar a praia, reunir a família e os amigos para um churrasco, mas Sofia estava carrancuda no sofá achando que ninguém poderia ser mais infeliz que ela. Preparava-se para dar continuidade à leitura que começara há alguns dias e estava ansiosa para acompanhar o final da história. Por tudo o que Sofia passara achava que esse era o momento mais terrível de sua vida, que vivia um verdadeiro inferno, pensava em minimizar sua angústia com uma boa leitura, distrair-se talvez.
Sofia evitava pensar a respeito do que ocorrera, mas era inevitável. Quando seu pai morreu seu mundo ruiu diante de seus olhos, quanto mais tentava entender e descobrir porque isso acontecera, mais dúvidas surgiam. Sua mente divagava por pensamentos muitas vezes sem nexo, sua fixação por respostas, não lhe permitiam ter paz. Além deste acontecimento fatídico, fizera algumas escolhas erradas, magoara algumas pessoas, como sua mãe, e isso se tornou um peso ainda maior em sua consciência. Sua mãe ligava quase todos os dias desde que ela decidira morar sozinha para ter certeza de que sua filha estaria bem, era pura preocupação de mãe. Sofia tratava-a muito bem, mesmo convivendo com a dúvida de que fora negligente com seu pai tornando-se, em partes, culpada pelo ocorrido. Esses pensamentos que a perseguiam fizeram com que não conseguisse manter uma convivência agradável com sua mãe e com seu irmão.
Não tinha uma vida difícil em termos de condições financeiras e por ser tão jovem, tinha muito o que viver e muitas oportunidades surgiriam em sua vida, mas sentia-se consumida e machucada, levava uma vida miserável. Quanto maior fosse sua busca por algo que preenchesse seu vazio, por respostas, por paz, maior era sua decepção. Como se o mundo conspirasse para boicotar sua alegria e tramasse para que tudo desse errado.
Sofia era uma garota muito calma e sua vida nunca foi muito empolgante, contudo os últimos acontecimentos tornaram seus dias insuportáveis. Já não aguentava ter que acordar todos os dias para fazer as mesmas coisas. Não gostava muito do seu emprego, porque trabalhava em uma loja de departamentos e fazia um pouco de tudo, desde reposição de mercadorias nas prateleiras, atendimento aos clientes e qualquer outra coisa que precisasse ser feita.  
Não tinha muitos amigos, pois se mudara fazia pouco tempo, então nos finais de semana ficava em casa assistindo televisão sozinha ou lendo algum livro no apartamento que alugara por conta própria até encontrar uma colega para dividir o aluguel e as outras despesas. Desde que se mudou para outra cidade, Sofia ainda não tinha visitado sua mãe, que tentava superar a morte de seu pai. As intempéries da vida não eram muito justas com ela, mesmo sendo tão nova tinha responsabilidades e tinha que lidar com um fato avassalador como estes.
Esta era a vida de Sofia, marcada pelo passado e sem um rumo certo que pudesse lhe dar alguma vantagem ao enfrentar o futuro. Os dias pareciam iguais, fazia sempre as mesmas coisas, ia sempre aos mesmos lugares, não se interessava em conhecer outras pessoas com quem pudesse dividir alguns momentos de alegria. Uma palavra que a descreveria bem naquele momento era tédio, além de um mau humor que acompanhava-a por onde fosse.
Numa tarde de sábado, com toda aquela movimentação nas ruas, Sofia lia um livro que dava à sua mente a oportunidade de adentrar ao universo lúdico nunca antes conhecido. Saboreava uma leitura que era feita sem nenhuma pressa, sem interrupções. Estava ansiosa por descobrir qual o final da história que acompanhava há alguns dias. Sentada em uma poltrona da sala, segurava o livro com uma mão enquanto a outra parecia caída sobre o encosto, como se descansasse após ter cumprido seu turno. Seus pés estavam sobrepostos em uma cadeira que pusera ali especialmente para aquele propósito. O tempo passava e já não era mais sentido por Sofia que bocejava lentamente até fechar a boca por completo e preparar-se para em breve bocejar novamente. Era seu dia de preguiça e descanso. Nada poderia ser melhor que isso, a leitura a levava a lugares nunca vistos e a ter sensações nunca sentidas. Não se ouvia absolutamente nada, como se os vizinhos de seu bloco cooperassem com ela naquele momento único. O calor do dia era refrescado com a brisa que entrava pela janela movendo suavemente as cortinas da sala. 

12 Horas no Inferno

Meu primeiro livro 12 Horas no Inferno está disponível para compra em ebook pelo link: http://www.amazon.com.br/12-Horas-Inferno-Lidiane-Carvalho-ebook/dp/B00TAFT88G/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1423354486&sr=1-1&keywords=12+horas+no+inferno 
A versão impressa estará disponível dentro de dois ou três dias. É uma estória fictícia, com muito suspense que aborda o tema batalha espiritual. Com uma trama envolvente, vale a pena ler e descobrir o que acontece com Sofia que foi sequestrada e depende das orientações de Deus para conseguir sua liberdade. Acompanhe mais informações no Facebook: https://www.facebook.com/12horasnoinferno