sábado, 7 de fevereiro de 2015

Segue abaixo um trecho do início do livro que está disponível em ebook no link:http://www.amazon.com.br/12-Horas-Inferno-Lidiane-Carvalho-ebook/dp/B00TAFT88G/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1423354486&sr=1-1&keywords=12+horas+no+inferno

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QUE TÉDIO!

“Abro os olhos sob o mesmo teto todo dia, tudo outra vez. Acordo, um tapa no relógio a mente tá vazia, são dez pras seis. Hoje a morte do meu ego tá fazendo aniversário, será que eu vou chegar, chegar ao fim de mais um calendário, eu não sei. Eu não sei, eu não sei, é tudo sempre igual.”
Resgate (Dez pras seis)

Esta era uma época muito quente, o verão mais causticante de décadas. Não chovia há muito tempo, o céu estava sempre limpo e o sol brilhava naquele dia eufórico. Era tempo de aproveitar a praia, reunir a família e os amigos para um churrasco, mas Sofia estava carrancuda no sofá achando que ninguém poderia ser mais infeliz que ela. Preparava-se para dar continuidade à leitura que começara há alguns dias e estava ansiosa para acompanhar o final da história. Por tudo o que Sofia passara achava que esse era o momento mais terrível de sua vida, que vivia um verdadeiro inferno, pensava em minimizar sua angústia com uma boa leitura, distrair-se talvez.
Sofia evitava pensar a respeito do que ocorrera, mas era inevitável. Quando seu pai morreu seu mundo ruiu diante de seus olhos, quanto mais tentava entender e descobrir porque isso acontecera, mais dúvidas surgiam. Sua mente divagava por pensamentos muitas vezes sem nexo, sua fixação por respostas, não lhe permitiam ter paz. Além deste acontecimento fatídico, fizera algumas escolhas erradas, magoara algumas pessoas, como sua mãe, e isso se tornou um peso ainda maior em sua consciência. Sua mãe ligava quase todos os dias desde que ela decidira morar sozinha para ter certeza de que sua filha estaria bem, era pura preocupação de mãe. Sofia tratava-a muito bem, mesmo convivendo com a dúvida de que fora negligente com seu pai tornando-se, em partes, culpada pelo ocorrido. Esses pensamentos que a perseguiam fizeram com que não conseguisse manter uma convivência agradável com sua mãe e com seu irmão.
Não tinha uma vida difícil em termos de condições financeiras e por ser tão jovem, tinha muito o que viver e muitas oportunidades surgiriam em sua vida, mas sentia-se consumida e machucada, levava uma vida miserável. Quanto maior fosse sua busca por algo que preenchesse seu vazio, por respostas, por paz, maior era sua decepção. Como se o mundo conspirasse para boicotar sua alegria e tramasse para que tudo desse errado.
Sofia era uma garota muito calma e sua vida nunca foi muito empolgante, contudo os últimos acontecimentos tornaram seus dias insuportáveis. Já não aguentava ter que acordar todos os dias para fazer as mesmas coisas. Não gostava muito do seu emprego, porque trabalhava em uma loja de departamentos e fazia um pouco de tudo, desde reposição de mercadorias nas prateleiras, atendimento aos clientes e qualquer outra coisa que precisasse ser feita.  
Não tinha muitos amigos, pois se mudara fazia pouco tempo, então nos finais de semana ficava em casa assistindo televisão sozinha ou lendo algum livro no apartamento que alugara por conta própria até encontrar uma colega para dividir o aluguel e as outras despesas. Desde que se mudou para outra cidade, Sofia ainda não tinha visitado sua mãe, que tentava superar a morte de seu pai. As intempéries da vida não eram muito justas com ela, mesmo sendo tão nova tinha responsabilidades e tinha que lidar com um fato avassalador como estes.
Esta era a vida de Sofia, marcada pelo passado e sem um rumo certo que pudesse lhe dar alguma vantagem ao enfrentar o futuro. Os dias pareciam iguais, fazia sempre as mesmas coisas, ia sempre aos mesmos lugares, não se interessava em conhecer outras pessoas com quem pudesse dividir alguns momentos de alegria. Uma palavra que a descreveria bem naquele momento era tédio, além de um mau humor que acompanhava-a por onde fosse.
Numa tarde de sábado, com toda aquela movimentação nas ruas, Sofia lia um livro que dava à sua mente a oportunidade de adentrar ao universo lúdico nunca antes conhecido. Saboreava uma leitura que era feita sem nenhuma pressa, sem interrupções. Estava ansiosa por descobrir qual o final da história que acompanhava há alguns dias. Sentada em uma poltrona da sala, segurava o livro com uma mão enquanto a outra parecia caída sobre o encosto, como se descansasse após ter cumprido seu turno. Seus pés estavam sobrepostos em uma cadeira que pusera ali especialmente para aquele propósito. O tempo passava e já não era mais sentido por Sofia que bocejava lentamente até fechar a boca por completo e preparar-se para em breve bocejar novamente. Era seu dia de preguiça e descanso. Nada poderia ser melhor que isso, a leitura a levava a lugares nunca vistos e a ter sensações nunca sentidas. Não se ouvia absolutamente nada, como se os vizinhos de seu bloco cooperassem com ela naquele momento único. O calor do dia era refrescado com a brisa que entrava pela janela movendo suavemente as cortinas da sala. 

12 Horas no Inferno

Meu primeiro livro 12 Horas no Inferno está disponível para compra em ebook pelo link: http://www.amazon.com.br/12-Horas-Inferno-Lidiane-Carvalho-ebook/dp/B00TAFT88G/ref=sr_1_1?s=digital-text&ie=UTF8&qid=1423354486&sr=1-1&keywords=12+horas+no+inferno 
A versão impressa estará disponível dentro de dois ou três dias. É uma estória fictícia, com muito suspense que aborda o tema batalha espiritual. Com uma trama envolvente, vale a pena ler e descobrir o que acontece com Sofia que foi sequestrada e depende das orientações de Deus para conseguir sua liberdade. Acompanhe mais informações no Facebook: https://www.facebook.com/12horasnoinferno