quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Fome da palavra.

“Eis que vêm dias, diz o Senhor JEOVÁ, em que enviarei fome sobre a terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.” Amós 8:11

                Muitas vezes nos perguntamos em qual época, em qual período esta profecia vai se cumprir. Será que estamos vivendo neste tempo ou talvez os nossos filhos vivam. Fome e sede pela palavra do Senhor não se caracteriza aumento de igrejas, denominações. Esta fome não deve ser confundida com a quantidade de ministérios que surgem e se multiplicam. Trata-se de algo que nos aproxima verdadeiramente de Deus.
                A fome de pão que o profeta falou, não pode ser confundida com a fome que sentimos antes do almoço, ou depois de uma caminhada. Esta fome não faz referência ao simples desejo de degustar uma comida saborosa. Fome é algo que pode ser comparado a uma doença, 805 milhões de pessoas no mundo sofrem de fome crônica, de acordo com um relatório divulgado pela ONU. A fome crônica, ou fome aguda, é a carência de alimentos necessários à manutenção do organismo. Crônico é algo que persiste por muito tempo, e agudo é algo excessivo. E quando o Senhor enviar fome sobre a terra, não serão comtempladas apenas algumas pessoas, pois o versículo deixa claro que é sobre a terra, sobre toda a terra. Uma fome tal que só poderá ser saciada pela palavra do Senhor.
                Quando a fome atingir a população do mundo inteiro, estaremos sedentos para ouvir aquilo de que necessitamos, não apenas o que queremos. Nosso ser necessitará de alimento para manutenção adequada, com os nutrientes de que necessitamos. As palavras que trazem gozo e alegria são serão suficientes. As pregações que só prometem vitória e prosperidade não mais satisfarão. Tudo o que precisaremos ouvir e que ofereça os nutrientes necessários para o nosso espírito, é isso que buscaremos. A exortação, a correção, serão buscadas como água no deserto. No dia em que estivermos gemendo, clamando como moribundos espirituais desejaremos esta palavra na íntegra.
                A resposta que não será respondida facilmente é: O que acontecerá para que todo o mundo sinta esta fome? Enquanto estamos confortáveis nas nossas casas, dispondo de tudo o que necessitamos e muito mais para nossa sobrevivência, não percebemos a falta que a palavra do Senhor nos faz. Se não tivermos que enfrentar problemas, dificuldades, enfermidades não sentiremos falta de Deus nas nossas vidas. E quais as guerras que serão necessárias para que o mundo volte seus olhos e ouvidos para Deus? Dias difíceis estão por vir, mas enquanto eles não chegam devemos meditar nesta palavra e pedir que o Senhor aumente nossa fome e sede por ela.
                E quanto aos famintos espalhados pelo mundo, os famintos de pão e sedentos de água, muitos estão na chamada janela 10/40. A janela 10/40 é uma extensão de terra localizada acima da linha do equador que vai do Oeste da África até a Ásia e compreende 52 países. Aqueles povos sofridos e aprisionados pela idolatria, está faminto tanto de alimento físico quanto espiritual. São pessoas que morrem sem salvação todos os dias e muitos nunca ouviram a verdade do evangelho de Jesus. Eles nem sabem que Deus existe e que os ama. Se nos frustramos ao tentar levar a palavra para pessoas que esnobam, devemos nos lembrar que existem pessoas que precisam saber e ter pelo menos uma oportunidade de ouvir aquilo é pregado todos os dias nas nossas igrejas confortáveis.

                Precisamos fazer alguma coisa, se não pudermos ir pessoalmente, temos que investir financeiramente e orar pelo trabalho missionário realizado lá. A oração pode abrir portas e tornar possível algum investimento para este propósito. Nós podemos ansiar pela palavra de Deus e podemos buscar o alimento em qualquer momento, mas preocupemo-nos com aqueles que perecem sem esta oportunidade. Cumpramos com nosso papel de igreja, corpo de Cristo, antes que dias de fome assolem toda a terra.   

Ao meu lado - Ministério Vineyard

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A autoridade de igreja!

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:15 e 16.


Quando Jesus cumpriu sua missão aqui na terra como homem, deu orientações aos seus discípulos. E não apenas diretrizes, mas deu-lhes a autoridade que até então, estava apenas sobre ele. Deu-lhes o poder de expulsar demônios, curar enfermos, pegar em serpentes, etc. Parece uma missão muito grande para alguns pescadores. Se tivermos que pensar em alguém que nos represente, examinaremos cuidadosamente as qualificações desta pessoa com critérios bem exigentes.
            Mas ele escolheu pessoas improváveis e sem as características necessárias para tamanha responsabilidade. No capítulo 21 do evangelho de João, Jesus pediu a Pedro que apascentasse as suas ovelhas. Este pedido foi feito ao discípulo que o negou. Qual pastor confiaria suas queridas ovelhas a alguém que tenha feito isto. Nós enviamos homens ao seminário, nos preocupamos com aquilo que é ensinado na escola bíblica aos domingos, primamos pela observância da palavra de Deus e como as atividades são realizadas na igreja. Mas achamos que estamos despreparados para expulsar demônios e temos receio de impor as mãos sobre os enfermos, quando na verdade isto não depende das nossas competências, pois é Deus quem opera através de nós como fez com os discípulos.
            Que evangelho é este que aprende mas não coloca em prática? Onde está a autoridade que nos foi confiada? Será que estamos esperando que as aulas de hermenêutica e exegese salve vidas?  Quando, na verdade, deveríamos pregar o evangelho para que aquele que crer e for batizado seja salvo. Isto têm uma participação expressiva da igreja, pois Jesus nos confiou o ato de pregar e batizar. O batismo não salva, mas o ato do batismo que é realizado pela igreja, fortalece a fé do salvo e o convívio com o corpo de Cristo o mantêm nos caminhos do Senhor e esta é uma participação nossa no processo de salvação. Temos receio de avançar, temos receio de impor as mãos e não ver o milagre acontecer.

            A autoridade que Jesus nos deu dando-nos as chaves do reino dos céus, em Mateus 16:19, não nos dá autonomia para decidir quem é salvo ou não. Mas quando pregamos o evangelho permitimos que o reino de Deus seja apresentado e passe a ser uma opção para aqueles que não o conheciam e não sabiam de sua existência, ou não sabiam como conquista-lo.  Jesus depositou em nós a autoridade que estava sobre ele para pregar, batizar, curar e libertar. Precisamos ousar, pois o nosso adversário é ousado. Temos que sair da defensiva e avançar, saqueando o inferno, desfazendo as obras do diabo. Aquilo que ligarmos na terra, será sido ligado no céu e o que desligarmos na terra, será sido desligado no céu.