domingo, 14 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
“Eis que vêm dias, diz o Senhor JEOVÁ, em que enviarei fome sobre a
terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.” Amós
8:11
Muitas
vezes nos perguntamos em qual época, em qual período esta profecia vai se
cumprir. Será que estamos vivendo neste tempo ou talvez os nossos filhos vivam.
Fome e sede pela palavra do Senhor não se caracteriza aumento de igrejas,
denominações. Esta fome não deve ser confundida com a quantidade de ministérios
que surgem e se multiplicam. Trata-se de algo que nos aproxima verdadeiramente
de Deus.
A
fome de pão que o profeta falou, não pode ser confundida com a fome que
sentimos antes do almoço, ou depois de uma caminhada. Esta fome não faz
referência ao simples desejo de degustar uma comida saborosa. Fome é algo que
pode ser comparado a uma doença, 805 milhões de pessoas no mundo sofrem de fome
crônica, de acordo com um relatório divulgado pela ONU. A fome crônica, ou fome
aguda, é a carência de alimentos necessários à manutenção do organismo. Crônico
é algo que persiste por muito tempo, e agudo é algo excessivo. E quando o Senhor
enviar fome sobre a terra, não serão comtempladas apenas algumas pessoas, pois
o versículo deixa claro que é sobre a terra, sobre toda a terra. Uma fome tal
que só poderá ser saciada pela palavra do Senhor.
Quando
a fome atingir a população do mundo inteiro, estaremos sedentos para ouvir
aquilo de que necessitamos, não apenas o que queremos. Nosso ser necessitará de
alimento para manutenção adequada, com os nutrientes de que necessitamos. As
palavras que trazem gozo e alegria são serão suficientes. As pregações que só
prometem vitória e prosperidade não mais satisfarão. Tudo o que precisaremos
ouvir e que ofereça os nutrientes necessários para o nosso espírito, é isso que
buscaremos. A exortação, a correção, serão buscadas como água no deserto. No
dia em que estivermos gemendo, clamando como moribundos espirituais desejaremos
esta palavra na íntegra.
A
resposta que não será respondida facilmente é: O que acontecerá para que todo o
mundo sinta esta fome? Enquanto estamos confortáveis nas nossas casas, dispondo
de tudo o que necessitamos e muito mais para nossa sobrevivência, não
percebemos a falta que a palavra do Senhor nos faz. Se não tivermos que
enfrentar problemas, dificuldades, enfermidades não sentiremos falta de Deus
nas nossas vidas. E quais as guerras que serão necessárias para que o mundo
volte seus olhos e ouvidos para Deus? Dias difíceis estão por vir, mas enquanto
eles não chegam devemos meditar nesta palavra e pedir que o Senhor aumente nossa
fome e sede por ela.
E
quanto aos famintos espalhados pelo mundo, os famintos de pão e sedentos de
água, muitos estão na chamada janela 10/40. A janela 10/40 é uma extensão de
terra localizada acima da linha do equador que vai do Oeste da África até a
Ásia e compreende 52 países. Aqueles povos sofridos e aprisionados pela
idolatria, está faminto tanto de alimento físico quanto espiritual. São pessoas
que morrem sem salvação todos os dias e muitos nunca ouviram a verdade do
evangelho de Jesus. Eles nem sabem que Deus existe e que os ama. Se nos
frustramos ao tentar levar a palavra para pessoas que esnobam, devemos nos
lembrar que existem pessoas que precisam saber e ter pelo menos uma
oportunidade de ouvir aquilo é pregado todos os dias nas nossas igrejas
confortáveis.
Precisamos
fazer alguma coisa, se não pudermos ir pessoalmente, temos que investir
financeiramente e orar pelo trabalho missionário realizado lá. A oração pode abrir
portas e tornar possível algum investimento para este propósito. Nós podemos
ansiar pela palavra de Deus e podemos buscar o alimento em qualquer momento,
mas preocupemo-nos com aqueles que perecem sem esta oportunidade. Cumpramos com
nosso papel de igreja, corpo de Cristo, antes que dias de fome assolem toda a
terra.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
A
autoridade de igreja!
E
disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem
crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos
16:15 e 16.
Quando Jesus cumpriu sua missão aqui
na terra como homem, deu orientações aos seus discípulos. E não apenas
diretrizes, mas deu-lhes a autoridade que até então, estava apenas sobre ele.
Deu-lhes o poder de expulsar demônios, curar enfermos, pegar em serpentes, etc.
Parece uma missão muito grande para alguns pescadores. Se tivermos que pensar
em alguém que nos represente, examinaremos cuidadosamente as qualificações
desta pessoa com critérios bem exigentes.
Mas ele escolheu pessoas improváveis
e sem as características necessárias para tamanha responsabilidade. No capítulo
21 do evangelho de João, Jesus pediu a Pedro que apascentasse as suas ovelhas.
Este pedido foi feito ao discípulo que o negou. Qual pastor confiaria suas
queridas ovelhas a alguém que tenha feito isto. Nós enviamos homens ao
seminário, nos preocupamos com aquilo que é ensinado na escola bíblica aos
domingos, primamos pela observância da palavra de Deus e como as atividades são
realizadas na igreja. Mas achamos que estamos despreparados para expulsar
demônios e temos receio de impor as mãos sobre os enfermos, quando na verdade
isto não depende das nossas competências, pois é Deus quem opera através de nós
como fez com os discípulos.
Que evangelho é este que aprende mas
não coloca em prática? Onde está a autoridade que nos foi confiada? Será que
estamos esperando que as aulas de hermenêutica e exegese salve vidas? Quando, na verdade, deveríamos pregar o
evangelho para que aquele que crer e for batizado seja salvo. Isto têm uma
participação expressiva da igreja, pois Jesus nos confiou o ato de pregar e
batizar. O batismo não salva, mas o ato do batismo que é realizado pela igreja,
fortalece a fé do salvo e o convívio com o corpo de Cristo o mantêm nos
caminhos do Senhor e esta é uma participação nossa no processo de salvação.
Temos receio de avançar, temos receio de impor as mãos e não ver o milagre
acontecer.
A autoridade que Jesus nos deu
dando-nos as chaves do reino dos céus, em Mateus 16:19, não nos dá autonomia
para decidir quem é salvo ou não. Mas quando pregamos o evangelho permitimos
que o reino de Deus seja apresentado e passe a ser uma opção para aqueles que
não o conheciam e não sabiam de sua existência, ou não sabiam como conquista-lo.
Jesus depositou em nós a autoridade que estava
sobre ele para pregar, batizar, curar e libertar. Precisamos ousar, pois o
nosso adversário é ousado. Temos que sair da defensiva e avançar, saqueando o
inferno, desfazendo as obras do diabo. Aquilo que ligarmos na terra, será sido
ligado no céu e o que desligarmos na terra, será sido desligado no céu.
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