domingo, 14 de dezembro de 2014
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
“Eis que vêm dias, diz o Senhor JEOVÁ, em que enviarei fome sobre a
terra, não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.” Amós
8:11
Muitas
vezes nos perguntamos em qual época, em qual período esta profecia vai se
cumprir. Será que estamos vivendo neste tempo ou talvez os nossos filhos vivam.
Fome e sede pela palavra do Senhor não se caracteriza aumento de igrejas,
denominações. Esta fome não deve ser confundida com a quantidade de ministérios
que surgem e se multiplicam. Trata-se de algo que nos aproxima verdadeiramente
de Deus.
A
fome de pão que o profeta falou, não pode ser confundida com a fome que
sentimos antes do almoço, ou depois de uma caminhada. Esta fome não faz
referência ao simples desejo de degustar uma comida saborosa. Fome é algo que
pode ser comparado a uma doença, 805 milhões de pessoas no mundo sofrem de fome
crônica, de acordo com um relatório divulgado pela ONU. A fome crônica, ou fome
aguda, é a carência de alimentos necessários à manutenção do organismo. Crônico
é algo que persiste por muito tempo, e agudo é algo excessivo. E quando o Senhor
enviar fome sobre a terra, não serão comtempladas apenas algumas pessoas, pois
o versículo deixa claro que é sobre a terra, sobre toda a terra. Uma fome tal
que só poderá ser saciada pela palavra do Senhor.
Quando
a fome atingir a população do mundo inteiro, estaremos sedentos para ouvir
aquilo de que necessitamos, não apenas o que queremos. Nosso ser necessitará de
alimento para manutenção adequada, com os nutrientes de que necessitamos. As
palavras que trazem gozo e alegria são serão suficientes. As pregações que só
prometem vitória e prosperidade não mais satisfarão. Tudo o que precisaremos
ouvir e que ofereça os nutrientes necessários para o nosso espírito, é isso que
buscaremos. A exortação, a correção, serão buscadas como água no deserto. No
dia em que estivermos gemendo, clamando como moribundos espirituais desejaremos
esta palavra na íntegra.
A
resposta que não será respondida facilmente é: O que acontecerá para que todo o
mundo sinta esta fome? Enquanto estamos confortáveis nas nossas casas, dispondo
de tudo o que necessitamos e muito mais para nossa sobrevivência, não
percebemos a falta que a palavra do Senhor nos faz. Se não tivermos que
enfrentar problemas, dificuldades, enfermidades não sentiremos falta de Deus
nas nossas vidas. E quais as guerras que serão necessárias para que o mundo
volte seus olhos e ouvidos para Deus? Dias difíceis estão por vir, mas enquanto
eles não chegam devemos meditar nesta palavra e pedir que o Senhor aumente nossa
fome e sede por ela.
E
quanto aos famintos espalhados pelo mundo, os famintos de pão e sedentos de
água, muitos estão na chamada janela 10/40. A janela 10/40 é uma extensão de
terra localizada acima da linha do equador que vai do Oeste da África até a
Ásia e compreende 52 países. Aqueles povos sofridos e aprisionados pela
idolatria, está faminto tanto de alimento físico quanto espiritual. São pessoas
que morrem sem salvação todos os dias e muitos nunca ouviram a verdade do
evangelho de Jesus. Eles nem sabem que Deus existe e que os ama. Se nos
frustramos ao tentar levar a palavra para pessoas que esnobam, devemos nos
lembrar que existem pessoas que precisam saber e ter pelo menos uma
oportunidade de ouvir aquilo é pregado todos os dias nas nossas igrejas
confortáveis.
Precisamos
fazer alguma coisa, se não pudermos ir pessoalmente, temos que investir
financeiramente e orar pelo trabalho missionário realizado lá. A oração pode abrir
portas e tornar possível algum investimento para este propósito. Nós podemos
ansiar pela palavra de Deus e podemos buscar o alimento em qualquer momento,
mas preocupemo-nos com aqueles que perecem sem esta oportunidade. Cumpramos com
nosso papel de igreja, corpo de Cristo, antes que dias de fome assolem toda a
terra.
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
A
autoridade de igreja!
E
disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem
crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos
16:15 e 16.
Quando Jesus cumpriu sua missão aqui
na terra como homem, deu orientações aos seus discípulos. E não apenas
diretrizes, mas deu-lhes a autoridade que até então, estava apenas sobre ele.
Deu-lhes o poder de expulsar demônios, curar enfermos, pegar em serpentes, etc.
Parece uma missão muito grande para alguns pescadores. Se tivermos que pensar
em alguém que nos represente, examinaremos cuidadosamente as qualificações
desta pessoa com critérios bem exigentes.
Mas ele escolheu pessoas improváveis
e sem as características necessárias para tamanha responsabilidade. No capítulo
21 do evangelho de João, Jesus pediu a Pedro que apascentasse as suas ovelhas.
Este pedido foi feito ao discípulo que o negou. Qual pastor confiaria suas
queridas ovelhas a alguém que tenha feito isto. Nós enviamos homens ao
seminário, nos preocupamos com aquilo que é ensinado na escola bíblica aos
domingos, primamos pela observância da palavra de Deus e como as atividades são
realizadas na igreja. Mas achamos que estamos despreparados para expulsar
demônios e temos receio de impor as mãos sobre os enfermos, quando na verdade
isto não depende das nossas competências, pois é Deus quem opera através de nós
como fez com os discípulos.
Que evangelho é este que aprende mas
não coloca em prática? Onde está a autoridade que nos foi confiada? Será que
estamos esperando que as aulas de hermenêutica e exegese salve vidas? Quando, na verdade, deveríamos pregar o
evangelho para que aquele que crer e for batizado seja salvo. Isto têm uma
participação expressiva da igreja, pois Jesus nos confiou o ato de pregar e
batizar. O batismo não salva, mas o ato do batismo que é realizado pela igreja,
fortalece a fé do salvo e o convívio com o corpo de Cristo o mantêm nos
caminhos do Senhor e esta é uma participação nossa no processo de salvação.
Temos receio de avançar, temos receio de impor as mãos e não ver o milagre
acontecer.
A autoridade que Jesus nos deu
dando-nos as chaves do reino dos céus, em Mateus 16:19, não nos dá autonomia
para decidir quem é salvo ou não. Mas quando pregamos o evangelho permitimos
que o reino de Deus seja apresentado e passe a ser uma opção para aqueles que
não o conheciam e não sabiam de sua existência, ou não sabiam como conquista-lo.
Jesus depositou em nós a autoridade que estava
sobre ele para pregar, batizar, curar e libertar. Precisamos ousar, pois o
nosso adversário é ousado. Temos que sair da defensiva e avançar, saqueando o
inferno, desfazendo as obras do diabo. Aquilo que ligarmos na terra, será sido
ligado no céu e o que desligarmos na terra, será sido desligado no céu.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Ídolos gospel
“E lhes darei um mesmo
coração e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração
de pedra, e lhes darei um coração de carne; Para que andem nos meus estatutos,
e guardem os meus juízos, e os executem; e eles serão o meu povo, e seu serei o
seu Deus.” Ezequiel
11:19.
Diante de
uma geração adúltera e perversa, Deus levanta um profeta para levar a mensagem
de arrependimento. Assim foi no tempo de Ezequiel e deste mesmo modo Deus tem
falado através de poucos profetas que são usados de fato atualmente. O número
de igrejas e denominações está crescendo no Brasil, ser crente é status para
algumas pessoas, não se tem mais vergonha do evangelho como se tinha alguns
anos atrás. Muitas barreiras foram rompidas, o preconceito tem dado lugar a algo
contagiante, uma onda de euforia anima os cultos repletos de músicas de vitória
e prosperidade. Em meio a alegria de ver algo novo e extraordinário acontecendo
para o povo de Deus, a preocupação com estes novos convertidos surge.
Abrasados
pelo calor deste momento em que a música gospel é tocada nas rádios, cantores evangélicos
se apresentam em programas de televisão, um frenesi espantoso não nos permite
entender que somos iludidos com as palmas e cegados pelo brilho dos holofotes.
Esquecemos que a nostalgia contagiante gospel não salva vidas, somente o poder
de Deus pode fazer isso. Ídolos mundanos são substituídos por ‘ídolos
evangélicos’, e aquele que deve receber a glória não é exaltado. Nos
corrompemos a troco de ouvir palavras mentirosas que nos iludam a crer que a
vida é cheia de bênçãos e vitórias e não há mais lutas. Não precisamos lutar,
não precisamos nos posicionar no campo de batalha, pois erroneamente acreditamos
que somos vencedores sem ter que fazer qualquer esforço para isso.
Inebriados
por falsas promessas deixamos de buscar verdadeiramente a Deus e adotamos
ídolos que dizem aquilo que queremos ouvir e não o que precisamos. Estabelecemos
lugares de honra em nossos corações a criaturas em lugar do criador. Perdemos a
essência do que é ser servo, para achar que estamos em posição de exigir alguma
coisa de Deus, não admitindo não sermos abençoados. Esta geração idólatra
precisa de alguns ‘Ezequiéis’ que preguem aquilo que Deus quer falar. E quando
o Senhor disse ao povo que lhe daria um mesmo coração, ele quis dizer um
coração não dividido. Um coração que não pertence a Deus e a Mamon. Quando Deus
disse que daria um novo espírito, é porque o espírito que eles possuíam estava
sem vida.
Podemos
achar que estamos em Deus, mas isso não quer dizer que Deus está nós. Podemos
achar interessante este estilo de vida que aproxima o homem de algo bom, mas
isto não é suficiente. Ser crente não pode ser apenas um estilo de vida que
busca a satisfação pessoal e conquistas, deve ser o real conhecimento do Filho
de Deus. A verdadeira entrega da própria vida para um Deus eterno. É preciso
tirar o coração de pedra que é levado por paixões mundanas e receber um coração
de carne que bate e pulsa todo o sangue de Jesus que é derramado sobre nós.
Esta é a
mensagem de arrependimento, crer no Filho de Deus e receber dele um novo
coração e um novo espírito. Muitos de nós que viemos de uma geração perseguida,
nos acomodamos nesta nova geração alienada. Se até os escolhidos serão enganados,
precisamos rever em quem temos posto nossa confiança, a quem temos buscado,
quem é o nosso Deus. Se o Senhor é nosso Deus, busquemos a sua vontade e
somente a Ele demos glória eternamente, amém!
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Há um maior conosco!
“Então o Senhor enviou
um anjo que destruiu a todos os varões valentes, e os príncipes, e os chefes no
arraial do rei da Síria. E este tornou com vergonha de rosto à sua terra; e,
entrando na casa de seu deus, os mesmos que saíram das suas entranhas, o mataram
ali à espada.” II Crônicas 32:21
Estando o
rei Ezequias em Jerusalém, Senaqueribe rei da Síria veio contra ele e contra o
povo de Deus para tomar as cidades fortes para si. O rosto de Senaqueribe era
de guerra e estava determinado a lutar para alcançar seu propósito. Suas armas
não eram apenas simples instrumentos de guerra, pois instou com o povo para que
não ouvissem Ezequias e citou todos os feitos que havia realizado contra outros
povos e as conquistas que havia feito para que desfalecessem diante dele. Também
insultou o Deus de Israel e escreveu cartas blasfemando do Senhor e afirmando
que ele não livraria o povo de suas mãos.
Esta afronta
que o povo de Deus estava sofrendo não podia ser respondida ou enfrentada de
qualquer forma, pois quando alguém se levanta contra o povo de Deus, se levanta
contra o próprio Deus, mesmo que não blasfeme como Senaqueribe fez. Israel preparou-se
para a batalha e fortificou o muro reparando as partes danificadas, também fez
armas e escudos, e quando nos preparamos para batalhar, temos que fechar as
brechas e vestir a armadura da qual o apóstolo Paulo fala em Efésios 6,
entendendo que trata-se de uma batalha espiritual que requer armas espirituais.
O rei Ezequias falou ao coração de todos, pois o Senhor sempre envia uma palavra
de ânimo quando estamos diante dos nossos inimigos, para que não desfaleçamos,
mas fiquemos firmes diante de qualquer combate.
Este episódio vivido pelo povo de
Israel nos ensina que não precisamos responder a qualquer afronta, não podemos
lutar com as nossas armas e confiar na força que temos. Cada batalha que
enfrentamos deve estar sob o controle do Senhor dos Exércitos e só podemos agir
quando ouvirmos a sua orientação. Pode não ter sido fácil para o povo ouvir
todas as palavras que Senaqueribe proferiu com o intuito de fazê-los desfalecer
de medo diante de um rei que já havia destruído muitos povos. No entanto eles
ouviram e não responderam, antes confiaram no Senhor, esperaram nele. Se
murmurarmos, ou retribuirmos os insultos e agressões verbais, como o Senhor se
levantará ao nosso favor? Se fizermos armas mortais que atinjam nossos
inimigos, como o Senhor pelejará por nós? Nossa luta não é contra a carne ou o
sangue, e as pessoas que se levantam contra nós são meros fantoches nas mãos do
inimigo. Mas se confiamos no Senhor, esperamos nele e entregamos nossas queixas
a Deus em oração e ele age como fez quando Ezequias e Isaías clamaram ao céu. Deus
ouviu a oração dos seus servos e enviou apenas um anjo para destruir um
exército inteiro.
Aleluia! Deus não precisa sair de seu
trono para derrotar o exército mais poderoso que afronte o seu povo. É preciso
apenas um anjo que o faça, pois a força e o poder para a batalha vem dele. Deus
é poderoso e humilha os que se exaltam, abate os soberbos. Senaqueribe foi o
único que restou de todos os que estavam em pé diante do povo de Deus e voltou
para sua terra para ser morto pelos seus próprios filhos dentro da casa do seu
deus. Os seus entes queridos não tiveram compaixão e seu deus não pôde
livrá-lo, o lugar onde poderia encontrar refúgio e alento era um lugar de
confusão. Somente na presença do Senhor podemos ficar sossegados, apenas no lugar
de intimidade com Deus encontramos abrigo seguro.
Quando o Senhor está no controle nada
pode nos atingir, nem afronta ou qualquer exército pode nos derrubar, porque
maior é o que está conosco como vemos em II Crônicas 32:07. Muito maior e mais
poderoso é o Senhor que combate por nós e nos livra das mãos dos nossos
inimigos. Louvado seja o Senhor!
sábado, 15 de novembro de 2014
Seu trono não o separou
de nós!
“E disse-lhes: Desejei
muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.”
Lucas 22:15.
A comunhão
com Deus era vista como o costume de separar um dia da semana para ir à igreja
cultuá-lo. Isso era suficiente, se no decorrer da semana tivéssemos o cuidado
de guardar o que aprendíamos no domingo e procurássemos praticar e levar
aqueles ensinamentos a mudar nosso estilo de vida. Sabíamos que éramos salvos,
nos preocupávamos em evangelizar e demonstrar o que Cristo havia feito em
nossas vidas.
Passados
alguns anos a igreja percebeu que precisávamos de algo mais. Nossas vidas não
podiam se resumir apenas a estes pensamentos e a este modo de viver. Percebemos
que faltava alguma coisa para preencher os nossos corações e se começou a falar
em ‘Intimidade com Deus’. Esta intimidade era algo novo e a palavra soava estranhamente,
mas entendíamos bem o que isso queria dizer e muitos passaram a buscar estar um
pouco mais perto de Deus. A comunhão com o Senhor Jesus começou a ser
entendida, pregada, falada e vivida. Muitos exageros também surgiram, mas a
essência deste entendimento mudou a vida de muitas pessoas que agora desejam e
buscam estar na presença do Senhor não mais um só dia da semana, mas em todo o
tempo. Ouvir a voz de Deus, ser movido pelo Espírito Santo deixou de ser um paradigma
para se tornar realidade.
Estranhamente
um mover começou a mudar a igreja evangélica que sentiu-se tão próxima de Deus
que decidiu exigir aquilo que acreditava ter direito. Pastores passaram a
apascentar a si mesmos enquanto usavam erroneamente da teologia da prosperidade.
Ter um padrão de vida elevado passou a ser prioridade, já que somos tão
próximos do nosso Pai e podemos exigir a herança. A ‘intimidade desrespeitosa’
não aproximou ninguém de Deus e não mudou vidas, não restaurou, não curou, não
fez milagres. Apenas formou um exército de crentes que lutam somente as suas
batalhas que são travadas todos os dias por um propósito egoísta e medíocre de
buscar em Deus as riquezas que a traça e a ferrugem consomem e outras coisas
supérfluas que não edificam e não salvam vidas. O que Jesus disse para os seus
discípulos antes de iniciar a última ceia, expressava seu mais sincero e
ardente desejo de estar conosco e comungar. Jesus falava palavras afetuosas com
tamanha facilidade e demonstrava aquilo que transbordava em seu coração. E
estas palavras soam até hoje aos nossos ouvidos quando lemos os evangelhos,
onde podemos ver o quanto nos amou.
Seu amor não
muda, o sacrifício que fez na cruz do calvário transforma vidas até hoje e seu
sangue é derramado sobre nós quando nos arrependemos. Temos acesso livre e
podemos estar com Ele ao caminhar, ao sentar, ao levantar, ao dormir. Jesus
subiu para o céu e nos deixou o Consolador que vive em nós, nos faz sentir sua
presença e seu amor que não muda, não diminui, permanece o mesmo.
Voltemo-nos
para o Senhor, prostremo-nos diante Dele louvando e bendizendo seu santo nome.
Humilhemo-nos e busquemos uma vida de santidade, separada do pecado, do mundo.
Nós podemos ouvir sua voz, podemos ser cheios do seu Espírito e antes mesmo que
desejemos isto, Ele quer estar conosco e nos transformar para que possamos ter
momentos agradáveis que construa um relacionamento firme e inabalável com Jesus
que anseia por isto. Seu trono não o separou de nós. Aleluia!
quarta-feira, 5 de novembro de 2014
domingo, 5 de outubro de 2014
“E disse-lhes: Ide
por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura.” Marcos 16:15
Quando Deus escolhe uma pessoa para
algum propósito específico, não o faz de acordo com os nossos padrões. Não
utiliza os mesmos critérios que utilizamos, bem como não atenta para os mesmos
detalhes que observamos. Temos expectativas em relação aos outros que muitas
vezes refletem os nossos traumas, as nossas decepções, ou mesmo pequenas
experiências ruins que tivemos.
A forma como
analisamos as outras pessoas declaram muito mais quem somos do que o que a
pessoa que está sendo analisada é. Não que para sermos bons temos que concordar
com tudo, muito pelo contrário, mas temos que ser justos ao julgar. Quando as
conquistas dos outros são motivo de críticas ou zombaria, isso mostra que não
somos capazes de realizar nossas próprias conquistas e as dos outros nos causam
inveja. Quando os fracassos dos outros geram em nós satisfação e temos o prazer
de dizer que já esperávamos por isso, é porque estamos esperando sempre o pior
dos outros.
Quando Deus
nos chama para algum propósito, não estamos em posição de analisar os outros,
mas sermos analisados e as críticas podem nos surpreender bastante. Não podemos
esperar que todos se levantem e nos saúdam, ou fiquem felizes por nós. Seremos
alvo das mais duras e perversas críticas que refletirão a personalidade e o
caráter dos que nos cercam. Se esperarmos estar prontos para sermos chamados,
isso não acontecerá e quando formos chamados teremos que subjugar a carne,
sabendo que isso é uma luta constante, reconhecendo nossas limitações e sabendo
que todas serão vistas e apontadas pelas pessoas ao nosso redor. Estamos neste
mundo de passagem e não podemos permitir que as opiniões contrárias nos impeçam
de cumprir o propósito que temos e para o qual fomos criados.
Lidar com os
outros não é muito fácil, e lidar com as opiniões dos outros é tarefa bem mais
complicada. Mas lembremo-nos que o mais importante em nossas vidas é a forma
como nos relacionamos com Deus. Se formos sinceros o suficiente diante daquele
que vê e sabe todas as coisas, conseguiremos ser claros o suficiente diante da
nuvem de expectadores que nos rodeiam. Sem
usar de engano, sem manipular a palavra ao nosso favor, sem artifícios ou estratégias
medíocres que apenas envergonham o evangelho. Que nossas atitudes reflitam a
personalidade daquele que nos chamou e que nos capacita para que seu reino seja
estabelecido em nossas vidas e na vida de todos aqueles que conseguiremos
alcançar com o nosso testemunho.
quinta-feira, 28 de agosto de 2014
“Ora, antes da festa da páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua
hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus, que estavam no
mundo, amou-os até o fim... Ora se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós
deveis lavar os pés uns aos outros.”
(João 13:1 e 14)
Temos o hábito de ler a Bíblia e
meditar nos ensinamentos de Jesus separadamente. Cada ensinamento tem uma
correlação e não se pode aprender e praticar uns e não outros. Se estamos em
Cristo precisamos viver o seu evangelho na íntegra, não conseguiremos ser exatamente
iguais a ele, mas imitar seus passos e tê-lo como referencial constante em
nossas vidas, demonstra a importância que ele tem para nós.
Jesus disse
que quando alguém nos ferir na face, devemos dar a outra. Esse gesto é nobre e
demonstra que realmente fomos transformados pelo Senhor. Dar a outra face
requer maturidade porque não se trata de perdoar e dar as costas para a pessoa
que nos feriu, e sim permanecer frente a frente com ela, correndo o risco de
ter a outra face esbofeteada da mesma forma. Liberar perdão e abençoar a vida
de pessoas que nos humilharam e ofenderam é bastante fácil, no entanto,
demonstrar perdão ao ponto de poder sofrer a mesma afronta, demonstra amor
genuíno. E se não amarmos nossos irmãos que vemos, como amaremos a Deus que não
vemos? Amar não é escolher como tratar as pessoas e como nos relacionarmos com
elas minimizando ao máximo as possibilidades de nos decepcionarmos com elas
novamente, amar é estar perto o suficiente para sofrermos o dano de ter a face
marcada e mesmo assim mostrar que a outra ainda está ilesa e estamos dispostos
a correr este risco mais uma vez.
Obedecer aos
mandamentos de Jesus não é fácil, principalmente quando temos que nos aniquilar
e colocar nossas vontades de lado, abrir mão de fazer nossas próprias escolhas
para decidir por fazer o que não queremos. Dar a outra face é um gesto que nos
mostra que não somos capazes de amar, pois sozinhos não faríamos esta escolha.
Quando decidimos agir assim percebemos que não somos bons o suficiente para fazer
isso, mas Cristo que é soberanamente bom para nos exortar a tomarmos esta
decisão e o fazemos apenas por obediência, pois nossa vontade é dar o troco e
desejar que a outra pessoa sofra o dano que sofremos.
O que
diremos do gesto de Jesus quando lavou os pés dos seus discípulos? Mesmo sendo
mestre e Senhor se humilhou e nos ensinou que aquele que está em posição
superior não se exalte, antes tenha os outros com estima o suficiente para
honrá-los desta forma. Há pessoas que ultrapassam nossa cota de paciência e
exigem de nós um grande esforço para liberar perdão, quando erram diversas
vezes e não entendem que o princípio de dar a outra face está sendo praticado
por nós mas não está sendo respeitado por elas. Mas quando lavamos os pés do
nosso próximo, dizemos para ele que esta relação ultrapassa a simples liberação
de perdão e que não apenas daremos a outra face, mas o honramos reconhecendo
que existe uma aliança inquebrável entre nós.
A igreja de
Cristo está doente porque prega o perdão, mas não o vive, não dá a outra face e
uns não lavam os pés dos outros, antes cada um quer honra para si e não
considera os outros superiores. Se entendermos este princípio de dar a outra
face e sua ligação com o de lavar os pés acabando com as acusações do diabo e
enfraquecendo seu campo de ação, poderíamos declarar com mais precisão que
somos verdadeiramente um corpo unido. Esqueçamos as desculpas e as razões que
temos para nos manter irados. Deixemos de lado todo orgulho e soberba para que
não nos afastem do nosso galardão. Amemos a todos com sinceridade e pureza de
coração. Se amarmos uns aos outros estaremos amando a Jesus, autor e consumador
da nossa fé.
terça-feira, 8 de julho de 2014
“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.”
Romanos 7:19.
Não é por que uma pessoa não aceita a
Cristo que não o quer. Nem todas as pessoas agressivas são assim por escolha
própria. Uma pessoa reprimida, não é necessariamente arrogante. Estamos
acostumados a ver as coisas do nosso jeito e projetamos as nossas deficiências
nas outras pessoas. Temos dificuldade de entender que uma pessoa com histórico
de prostituição não deixará a prática com facilidade. Nossa ótica e a forma
como compreendemos o mundo ao nosso redor, ou seja, nossa leitura do mundo, diz
muito mais ao nosso respeito do que a respeito daquilo que nos cerca.
Nos empenhamos em criticar, nos
envolvemos em fofocas e revidamos as ofensas quando somos limitados e incapazes
de lidar com estas situações. Deus não espera que sejamos perfeitos, quer que
sejamos humanos. Precisamos olhar as coisas como elas são e deixar as acusações
de lado. Se tivermos complexo de inferioridade tudo será difícil demais para
processarmos, se tivermos o desprazer de nos achar auto suficientes, perderemos
oportunidades de compartilhar as nossas fraquezas e assim, aprender com alguém
melhor que nós em algum aspecto. Paulo nos diz que o bem que ele quer fazer não
faz e o mal que não quer faz. Somos um reflexo daquilo que aprendemos ao longo
de toda a vida, e aprendemos mais observando, principalmente o que presenciamos
quando crianças, por isso crescemos achando que as pessoas devem ser parecidas
conosco e não nos permitimos aprender coisas novas, novos hábitos, novos
costumes, novos comportamentos. O mundo é muito maior que nossa pequena caixa de
certezas que guardamos com tantas reservas, nos envolvemos numa bolha para
limitar a influências das outras pessoas nas nossas vidas. Pastores criam calos
em suas cordas vocais e precisam voltar a pregar as mesmas coisas todos os
domingos, na dúvida se finalmente serão ouvidos ou não.
Estamos ocupados demais com os nossos
pensamentos superficiais para tentar compreender as outras pessoas, e na
verdade isso não nos torna piores, apenas iguais a todo mundo. Se fizéssemos
aquilo que é nossa obrigação como amar, perdoar, ajudar, ofertar, suportar
estaremos fazendo o mundo um lugar melhor. Talvez consigamos influenciar
algumas pessoas próximas a nós e percebamos que somos mais alienados do que
pensávamos.
segunda-feira, 23 de junho de 2014
“Levanta-te, percorre
essa terra, no seu comprimento e na sua largura; porque a ti a darei” (Gênesis
13:17)
Abraão era
um homem temente a Deus e obediente ao ponto de ser escolhido para se tornar
pai de uma grande nação. Ele não questionou o cumprimento de todas as
promessas, antes morreu sem ter visto sua descendência numerosa e em posse da
terra que lhe foi prometida.
As promessas
de Deus não devem ser motivo de ansiedade ou preocupação. Antes mesmo que
desejemos receber bençãos, Deus deseja nos abençoar e cumprir seu propósito em
nossas vidas no tempo oportuno e da forma certa. O privilégio de ter um filho em seus braços e vê-lo
crescer foi concedido a Abraão como um presente de Deus, mas a conquista da
terra prometida somente foi concedida à sua descendência. Precisamos entender
que não fomos criados por Deus para viver uma vida de plena satisfação, tendo
todos os nossos desejos atendidos, antes existimos por um propósito maior
conforme a vontade de Deus.
Abraão não
teve o privilégio de possuir a terra prometida, no entanto, cumpriu uma
importante tarefa que foi significativa para este propósito. Ao delegar a
Abraão a tarefa de percorrer a terra Deus estava fazendo-o ver a magnitude da
benção que seus descendentes receberiam. Através deste gesto ele tomou posse de toda aquela extensão geográfica no reino espiritual.
Muitos anos depois, quando Josué liderou todo o povo na conquista das terras,
elas já pertenciam ao povo, bastava tomar posse do que era deles por direito.
Para possuir
a terra de Canaã era preciso primeiramente conquistar a cidade de Jericó, que
bem fortificada, não seria invadida com facilidade. Humanamente falando, seria
impossível derrubar as muralhas, pois Israel esteve no deserto por quarenta
anos sendo sustentado por Deus, sem ao menos ter a necessidade de produzir seu
próprio alimento, e de repente vê-se em frente a uma fortaleza ‘intransponível’.
No entanto quando o povo chegou diante desta cidade”, já tendo a sitiado, pois
ninguém entrava ou saía dela, o Senhor falou a Josué: “Saiba que entreguei nas
suas mãos Jericó, seu rei e seus homens de guerra.” (Josué 6:2). A terra já
pertencia aos hebreus, bastava que a vontade de Deus se cumprisse no plano físico,
assim como já estava determinado no céu. “Venha o teu reino; seja feita a tua
vontade, assim na terra como no céu.” A salvação dos nossos familiares, a cura,
dentre outras bençãos devem nos ser liberadas primeiramente no reino espiritual
conforme a vontade de Deus, para que possamos gozá-las de fato aqui na terra.
sábado, 21 de junho de 2014
“Porque ainda que
tivésseis dez mil aios em Cristo não teríeis contudo muitos pais; porque eu
pelo evangelho vos gerei em Jesus Cristo.” I Coríntios 4:15.
Os filhos
espirituais são gerados sempre que vidas se rendem aos pés de Jesus por
intermédio de quem orou, jejuou e batalhou no reino espiritual para que estas
vidas fossem salvas para glória de Deus. Não basta ganhar uma alma para Cristo se
não acompanhar seu crescimento e desenvolvimento até que esteja firmada e assim
permitir que o inimigo roube-a. Um exemplo que encontramos na Bíblia é Timóteo,
chamado de ‘filho amado’ por Paulo em uma carta. Mas temos um exemplo de um pai
biológico que não gerou seus próprios filhos no reino espiritual e não batalhou
por eles, Ezequias.
Vemos no livro do profeta Isaías no
capítulo 5 que tendo o rei Ezequias recebido o filho do rei da Babilônia em seu
palácio e mostrado todos os seus bens, o ouro, a prata, as especiarias e tudo
quanto se achava nos seus tesouros, foi informado pelo profeta Isaías que este
gesto não agradara a Deus e que tudo o que possuía, seria levado e seus filhos
seriam tomados para serem eunucos no palácio do rei da Babilônia. Para nossa
surpresa esta revelação do profeta não causou preocupação no rei Ezequias que disse:
“Boa é a palavra do Senhor que disseste. Disse mais: Porque haverá paz e
verdade em meus dias.” (Isaías 39:8). Sua prioridade era seu próprio bem estar,
sendo assim, o que acontecesse com seus filhos após sua morte não faria
diferença alguma para ele.
Antes deste
episódio o rei Ezequias fora informado pelo mesmo profeta que seus dias estavam
chegando ao fim e deveria preparar-se e preparar sua casa para isto, esta
revelação causou-lhe grande tristeza e humilhou-se na presença de Deus rogando
que tivesse misericórdia de sua vida e lhe acrescentasse mais alguns anos, este
pedido foi concedido pelo Senhor. Contudo, ao saber o que aconteceria aos seus
filhos e todo o sofrimento que eles enfrentariam não demonstrou tristeza alguma
e não rogou da mesma forma como fizera por sua vida. Ezequias era pai biológico
de seus filhos, e apenas isto. Muitos dos pais que fazem parte do corpo de
Cristo não se dão ao trabalho de gerar seus próprios filhos biológicos como
filhos espirituais no reino espiritual. E como podemos gerar filhos
espirituais?
Existem
muitas semelhanças quanto à concepção e criação de filhos espirituais e
naturais. Um filho espiritual deve ser gerado com dor. A dor do parto também é sentida
quando se gera uma vida no reino de Deus, pois cada alma que é livre da morte e
do pecado requer renúncias e comprometimento por parte daqueles que a geram. Os
cuidados devem ser diários com os filhos recém-nascidos em Cristo, sabendo que
seu alimento não pode ser sólido, e mesmo sendo líquido deve alimentar o
suficiente para que cresça forte e saudável. As noites mal dormidas de choro
por causa de cólicas ou coisas do tipo podem ser entendidas como as madrugadas
de intensas orações e clamor para que os percalços de sua jornada não afetem
esta alma que ainda esta se firmando.
As palavras
duras de repreensão e os castigos são usados quando já se tem idade suficiente para
entender e aprender a associar os ensinamentos de forma madura causando
crescimento verdadeiro. Os abraços de amor e palavras de afeto devem ser
constantes para que se entenda que mesmo que seu mundo esteja de cabeça para
baixo, existe esperança e há um motivo para se viver. A sinceridade e honestidade
de quem gera uma vida contribuem muito mais na formação do caráter de seus
filhos do que livros e pregações extensas e cheias de palavras bem ensaiadas
que seguem todos os padrões da homilética. As duvidas e medos, os acertos e
erros por parte dos pais na fé existem todo o tempo, e muitas vezes temos a
sensação de que tudo o que podemos fazer é orar e torcer para que dê tudo
certo.
Nem sempre
sabemos se o que estamos fazendo é realmente o certo e somos confrontados com
nossas dificuldades e imperfeições todos os dias. Gerar uma vida como pais
naturais não é uma tarefa fácil e fazê-lo no reino espiritual é um pouco mais
difícil, mas deve ser feito e esta tarefa não compete apenas aos pastores e líderes
da igreja, e sim à todo o corpo de Cristo. Precisamos gerar vidas tanto
daqueles que perecem espalhados pelo mundo, quanto dos nossos próprios filhos
que geramos naturalmente. Não podemos fazer como o rei Ezequias que não se
importou e viveu tranquilamente até seus últimos dias de vida, mesmo sabendo
que seus filhos teriam um futuro de escravidão.
Que o Senhor
nos capacite para esta missão para a qual nos chamou, dando-nos sabedoria em
tudo, para que nossos filhos nos tomem como exemplos e que o legado que deixarmos
seja potencialmente importante para o reino de Deus.
sábado, 17 de maio de 2014
“Estes sinais
acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas
línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará
mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados.” Marcos 16:17 e 18.
Um
milagre é algo que muitos esperam, e apesar do significado da palavra, não se
trata de algo inalcançável. De acordo com o ponto de vista daqueles que esperam
pelo mover de Deus, uma porta de emprego pode ser considerada um milagre. Mas
na verdade um milagre é o impossível, humanamente falando. Se, esperamos um
milagre, pelo menos, devemos esperar por algo que não está ao nosso alcance. Um
emprego, a constituição de uma família, a aquisição da casa própria e outras coisas
assim são bênçãos, mas elas não são necessariamente um milagre.
O
povo de Deus ultimamente tem aguardado sentado por coisas que devem ser
conquistadas com esforço. Esperando que as coisas caiam do céu de forma
inusitada, surpreendendo-o, pois espera viver emoções novas no sobrenatural a cada
dia. O sobrenatural é algo incrível e existe de fato, se orarmos e pedirmos a
cobertura do sangue de Jesus, seremos verdadeiramente cobertos. Mas não podemos
esperar apenas pelo sobrenatural de braços cruzados sem fazer a nossa parte e
cumprir com as nossas obrigações no reino de Deus. Se, esperamos o milagre, que
seja algo incrível, pois temos colocado nossas expectativas em realização de
coisas que deveriam ser apenas uma conquista nossa, ou bênçãos vindas de Deus.
Quando dizemos que a aquisição de um carro novo é um milagre, desmerecemos o
verdadeiro significado da palavra e não compreendemos o peso que ela tem. Se diminuirmos
a palavra milagre para algo tão simplório, uma mãe que esta com seu filho em
estado terminal, um pai que faz quimioterapia, um filho com leucemia, deveriam
dizer o quê? Que esperam por um milagre?
Temos
o costume de enaltecer os nossos problemas, supervalorizar nossas dificuldades
e ter a audácia de achar que a resolução dos mesmos seria um grande e fabuloso
milagre. Até os milagres dependem de alguma contribuição nossa para serem
realizados, Deus não faz nada sozinho, podemos dizer que ‘Ele gosta de
trabalhar em equipe’. Quando a viúva procurou o profeta Eliseu, ele lhe
perguntou o que ela tinha em casa. Ela, então, respondeu que tinha um pouco de
azeite, o profeta lhe disse para pegar vasilhas emprestadas com seus vizinhos.
Ao obedecer o profeta, o azeite se multiplicou dando-lhe a possibilidade de
vendê-lo e, assim pagar suas dívidas e sustentar seus filhos. Isso foi um
milagre, porque nunca tivemos a oportunidade de ver algo parecido em nossas
vidas ou mesmo na vida de pessoas próximas a nós. Mesmo sendo um milagre, a
viúva precisou agir para presenciar um milagre em sua casa.
Estamos
vivendo um tempo em que palavras bíblicas são usadas como chavões para lotar
cultos onde, na verdade, tudo o que Deus espera é falar conosco e não encher-nos
de promessas, temendo que nos frustremos e não voltemos mais à igreja. Deus não
tenta nos iludir, ou nos motivar, modificando o sentido das palavras e o
significado de coisas sagradas que devem ser vistas da forma como realmente
são, perdendo assim sua importância. Precisamos, sim, de muitas coisas e não
podemos viver sem Cristo, mas uma coisa que precisamos com urgência é
amadurecer. A igreja de Cristo está cheia de fiéis desanimados que vivem
mergulhados em uma autocomiseração sem fim. Necessitam de palavras de carinho e
de pregações de autoajuda para desejarem voltar no próximo culto. Palavras de
exortação e de repreensão não são bem vindas, por isso estão se tornando cada
vez mais raras. Nos esquecemos que Deus não precisa de nós, nós é que
precisamos dele, não podemos negociar nossa vida cristã com um pouco de aconchego
para satisfazer desejos infantis.
Quando
Deus faz um milagre, vemos em nossas vidas o impacto de algo grande e poderoso.
Devemos desejar um milagre, ou do contrário não teremos um coração abrasado e
esperançoso pelo sobrenatural que Deus deseja realizar em nossas vidas. Mas se
não precisamos de um milagre, que sejamos um canal para que Ele possa fazer
isto acontecer na vida daqueles que realmente precisam. Deus não nos chamou
para encher-nos de bênçãos e satisfazer todos os nossos desejos, Ele nos chamou
para fazer parte de um exército capaz de abalar o reino das trevas e destruir
as obras do diabo. Estejamos prontos para guerrearmos contra o mal e
estabelecer o reino de Deus onde estivermos, para que o nome Dele seja
glorificado. Amém!
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
“Cantem a Deus, louvem
o seu nome, exaltem aquele que cavalga sobre as nuvens; seu nome é Senhor!
Exultem diante dele!” Salmos 68:04.
Uma coisa é certa, já nascemos com o
desejo de adorar e adoramos a Deus desde que nascemos. A palavra de Deus nos
diz que da boca das crianças e dos que mamam Ele suscita o perfeito louvor. O
cristão que não sente o desejo de adorar e prostrar-se na presença Daquele que
é digno de receber honra, não nasceu de novo ou esqueceu-se completamente do
primeiro amor. Render-se aos pés de Jesus é a melhor sensação, esse é o melhor
momento de nossas vidas, quando podemos nos afastar de tudo e de todos para
estar a sós com Jesus. Só então nos sentimos completos, realizados, plenos. A
satisfação de fazer parte do reino de Deus e ter comunhão com o próprio Rei é
única, exclusiva.
Quando estamos
apaixonados costumamos suspirar e pensar na pessoa amada em todo o tempo.
Contamos os minutos, os segundos para vê-la, com aquele frio na barriga devido
à ansiedade. Gastamos tempo nos arrumando, pensamos nas palavras que diremos
para tocar o coração de quem amamos. Quando juntos, aproveitamos cada momento e
sempre nos despedimos com o coração partido. Os momentos agradáveis que
desfrutamos com essa pessoa são lembrados e passam em nossas mentes como
flashbacks. Procuramos oferecer à pessoa amada o que temos de melhor do nosso
tempo, dos nossos recursos com presentes, e dizemos palavras de amor para
expressar o que ela realmente significa para nós.
O amor que
sentimos por Deus, deve nos fazer suspirar, sonhar, ansiar por aquele momento
único em que sentimos sua presença e dizemos palavras de amor como se
sussurrássemos ao seu ouvido para ninguém mais ouvir. Em outros momentos
queremos gritar aos quatro cantos do mundo para que todos ouçam e saibam quem
Ele é e o quanto o amamos. Quando estamos apaixonados por Ele os cultos não são
enfadonhos e não vamos à igreja para bater o ponto ou para que ninguém faça
comentários negativos a nosso respeito. Empolgamo-nos em cada reunião e em cada
momento de comunhão, nos alegramos por poder nos reunir na casa de Deus para
adorá-lo. Também aproveitamos os momentos em que ninguém está em casa ou quando
todos estão dormindo e o silêncio impera, para falar com Ele e ouvir sua voz.
Gostamos de sentir um arrepio leve que começa na espinha, e gostamos de sentir
o fogo ardendo levando-nos a pular e adorar de forma extravagante.
Mas em algum
momento de nossas vidas os momentos de comunhão nos parecem iguais aos outros
que já existiram e as palavras não fluem da mesma forma como antes. Nos
sentimos repetitivos e dizendo sempre as mesmas palavras, não encontramos nada
novo, questionamos a autenticidade da nossa adoração e tememos não ser ouvidos
como já fomos um dia. O que dizer quando parece que todas as palavras já foram
ditas? As declarações de amor acabam sendo repetidas, as demonstrações de
admiração não são inusitadas, não há nada novo ou surpreendente. Sabemos que
Deus ouve, sabemos que ele conhece os nossos corações, mas não queremos nos
acostumar a dizer sempre as mesmas coisas e fazer tudo como sempre fizemos,
queremos que aja algo novo acontecendo e queremos ter experiências novas.
Queremos que Deus receba uma adoração genuína que brote no fundo do coração,
não algo ensaiado e repetitivo.
Então nos
deparamos com uma realidade que não muda e com algo que será sempre igual, o
fato de que Deus continua sendo Santo, sua grandeza não muda, seu poder
permanece o mesmo e nós é que estamos em constante transformação e crescimento,
por isso buscamos novas emoções. Olhamos e vemos quão grande e poderoso Ele é,
e tudo o que temos para dizer é: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus todo poderoso.
E repetimos isso até não conseguirmos mais pronunciar palavra alguma, e o
silêncio aparece de mansinho mostrando-nos que está tudo como sempre esteve, a
presença de Deus, o aconchego Dele nos envolvendo.
Nada mudou,
o coração de quem ama a Deus permanece o mesmo diante de um Deus que continua conosco
sem que aja marasmo, monotonia. O prazer de desfrutar da presença de Deus não é
enfadonho. Se tivermos que dizer o que já foi dito, diremos e nos deleitaremos
a cada palavra, a cada sílaba pronunciada. Comtemplar a majestade do Altíssimo
nos faz ter um novo ângulo de visão e uma nova satisfação em cada momento de
comunhão. As palavras que já foram ditas e repetidas várias vezes, voltam e
expressam os mesmos sentimos e outros novos que surgem a cada dia nos fazendo
suspirar como se o fizéssemos pela primeira vez. Acordar e estar com Jesus,
voltar nossos pensamentos para Ele enquanto olhamos os raios de sol que
iluminam o início de uma nova manhã, não pode ser feito da mesma forma todos os
dias, por isso fazemos como se fosse a primeira vez. Olhar o entardecer e o
anoitecer e cantar canções de amor todos os dias, não pode ser um gesto pobre
em sua simplicidade, mas grande e feito como se fosse feito pela primeira vez.
Tudo se
torna novo e tudo o que é novo remete ao que já foi feito ou se assemelha ao
que já passou. As palavras que outrora regavam os momentos sublimes são ditas
novamente tornando os momentos de agora tão sublimes como antes. A majestade, o
poder e a grandeza de Jesus são suficientes para nos surpreender e nos fazer enxergar
que palavras são apenas palavras e podem ser repetidas quantas vezes houver a
necessidade de dizer à Ele o quanto o amamos e o quanto desejamos estar em sua
presença.
domingo, 16 de fevereiro de 2014
O irmão do filho pródigo
Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é
por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?
Romanos 8:31-32
Certa vez ao
ler a parábola do filho pródigo que se encontra em Lucas 15:11-32, algo me
chamou a atenção. Cada vez que lemos a Bíblia,
Deus nos fala de forma diferente. A
leitura da Palavra nos possibilita ouvir a Deus. Pois desta forma Paulo
ensinou: “De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.” Ele
quis mostrar que a fé é por ouvir, mas não ouvir a Palavra, e sim ouvir a Deus
através da Palavra. Quando estava lendo a parábola do filho pródigo percebi que
Jesus não se preocupou apenas em falar sobre o filho que depois de ter errado
se arrepende e volta, ou apenas do pai que prontamente o recebe, acolhe e
honra.
A parábola do
filho pródigo tem também a intenção de relatar a reação de um terceiro
personagem pouco enfatizado quando nos lembramos da estória. Ela fala de um
irmão que não se alegra ao ver o caçula retornar, pois o mesmo gastou parte da herança e mesmo tendo feito
isso é acolhido recebendo roupas novas; perdoado, pois recebe calçados e só os escravos andavam
descalços e honrado quando ganha um anel. Ao ouvimos a crítica dele entendemos
que é natural que tenha sentido ciúmes. Se trouxermos isso para nossa realidade
veremos que o irmão mais velho possuía reais razões para se chatear. O que seu
irmão havia feito não foi um ato de irresponsabilidade que tenha trazido danos
apenas para si. Ele teve a infelicidade de gastar parte do patrimônio da
família prostituindo-se. Como mostra o versículo 30: “Mas quando volta para
casa esse teu filho, que esbanjou os teus bens com as prostitutas, matas o
novilho gordo para ele.”
Se ouvirmos
algo semelhante nos dias de hoje sentiremos um pouco de revolta ao pensar na
inconsequente atitude de um filho que aja de forma tão egoísta e irresponsável.
No entanto, por trás de uma reinvindicação ‘justa’ há a manifestação de um
sentimento mesquinho. Sua única preocupação é com o que seu irmão recebeu de
seu pai e ele não. O que move seu coração é algo tangível, palpável. O dinheiro
é mais importante que seu irmão, ao ponto dele não se importar com o estado em
que seu irmão voltou para casa, se bem ou não e sim com quanto ele conseguiu desperdiçar.
O amor inalterável do pai incomoda-o, pois ele quer justiça, ele espera ser
recompensado enquanto que seu irmão precisa ser castigado. Tem algo que salta
através de suas palavras e de sua atitude que mostra uma característica sua: a
ausência da graça.
Diante de um
ato de graça demonstrado pelo pai por um filho que arrependido volta para casa,
Jesus quis mostrar também a atitude mesquinha, porém com justificativas
‘aceitáveis’, do filho que age de forma correta, mas o pai não o recompensa.
Humanamente falando ele estava exigindo o que era seu por direito, ou seja, ter
reconhecimento por tudo o que era e o que havia feito. E quantas vezes achamos
que temos que ser reconhecidos? Demonstramos ciúmes quando vemos outra pessoa
sendo honrada. Nossas justificativas muitas vezes são plausíveis e achamos que
se pra nós conquistarmos algo o caminho é difícil, não aceitamos que pra outras
pessoas não seja. Isso nos incomoda, não conseguimos nos alegrar com os que se
alegram. Somos medíocres demais pra isso. Certa vez ouvi alguém dizer que não
acredita que um criminoso é perdoado se ele se arrepender minutos antes de
morrer. Minha condição humana tem dificuldades para entender que parâmetro Deus
utiliza para estabelecer quem recebe o perdão, mas o ladrão da cruz me faz ver
que o único requisito é um arrependimento real e não o tempo que temos de
caminhada com o Senhor.
O perdão é
imediato, não é gradativo. Se nos arrependemos automaticamente somos perdoados
por Deus, isso é bem difícil de compreendermos, pois nossa natureza pecaminosa
não consegue entender o grande amor de Deus. As consequências dos nossos
pecados virão, quem praticou algum crime deve pagar diante da justiça, e quem
cometeu erros menos graves também há de arcar com as consequências de seus
atos. Mas a parábola nos impacta com a incrível capacidade que o Pai tem de não
demonstrar nenhuma objeção em receber seu filho, e de tentar convencer o filho
mais velho a entrar e participar da festa como nos mostra o versículo 28: “O
filho mais velho encheu-se de ira. Então seu pai saiu e insistiu com ele.” O
pai não demonstra preferência por nenhum dos filhos, mas demonstra maior graça
para o que mais precisava, o filho rebelde. Como vemos em Romanos 5:20 “... Mas
onde aumentou o pecado, transbordou a graça.”
Nós temos
muito do que nos arrepender e nos humilhar na presença de Deus, mas o fazemos
com restrições, afinal ‘não somos tão pecadores assim’. E é isso que nos impede
de sermos cheios da graça de Deus, nos achamos bons demais para ela. E quanto
aos viciados, aos marginalizados, às prostitutas? Quando alguém assim se
arrepende não consegue usar a mascara que usamos, pois eles sabem quem
realmente são e se rendem muito mais aos pés de Jesus pois está explícita a
necessidade de perdão em suas vidas. É por isso que muitas vezes Deus nos abate,
nos faz passar por situações em que somos humilhados ou ficamos enfermos, só
assim percebemos que não somos nada.
As igrejas têm
pecado brutalmente na forma como recebem os ‘desgraçados’, ou seja, os sedentos
pela graça de Deus. Se uma mulher entrar na igreja com roupas decotadas e batom
vermelho é olhada de cima a baixo e ninguém a cumprimenta porque ela é suja
demais e as pessoas não querem se misturar com esse tipo de gente. Muitos
visitantes se sentem julgados pelos olhares maldosos de pessoas ‘puras demais’.
Enquanto tantas igrejas se julgam acolhedoras, no entanto, não recebem a todos com
amor, principalmente os que são muito pobres, marginalizados e os que
visivelmente se encontrar à margem da sociedade. A igreja não sabe amar e não
demonstra a graça que de Deus tem recebido.
Enquanto
aquele que jamais pecou comia com publicanos e pecadores, demonstrava amor por
prostitutas, nós, pecadores somos santos demais para fazer isso. Quantas vezes
percebemos a ausência da graça entre nós mesmos quando alguns e outros irmãos
não se falam, não se suportam e até competem dentro da igreja. Por outro lado
somos congregacionais demais e priorizamos o acúmulo de cargos de liderança, as
festas e comemorações vãs que tão pouco contribuem para ganhar almas e prepara-las
para a vida eterna. Esquecemos que estamos aqui de passagem e temos que nos
preparar para o céu onde não haverá falsidade, orgulho e seremos todos iguais
diante do pai.
Diante de tudo
que tenho visto entre os cristãos uma pergunta que não consigo responder é:
Será que somos capazes de dar aos outros um pouquinho do que temos recebido do
Pai? Misericórdia, amor e graça que temos recebido, será que conseguimos
demonstrar pelos outros? Diante do que temos visto a resposta é não. Mas é
possível darmos um pouco do que recebemos? Não só podemos fazê-lo, como
devemos. Aquilo que o homem recebe de Deus e retém é o suficiente para si e
pode ficar satisfeito. Mas quando recebe e compartilha com os que também
precisam, multiplica-se cada vez mais. É algo sobrenatural, inexplicável. Se
você não tem sentido a unção de Deus sobre a sua vida, precisa se derramar mais
e não ter mais reservas diante do Pai, para que ele possa transbordar a graça,
o amor e a unção Dele em sua vida. Por isso cultive o amor pelas almas
perdidas. Deixe o Espírito Santo te fazer sentir o que Jesus sentiu quando
aquela mulher adúltera estava prestes a ser apedrejada. A capacidade de Deus de
amar incondicionalmente e perdoar é inigualável.
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