Fruto do Espírito
“Mas
o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,
fé, mansidão, temperança” Gálatas
05:22.
Jesus
nos conta a parábola de uma figueira plantada em uma vinha. E esta figueira não
gerava fruto há pelo menos três anos. O senhor da vinha decidido a arrancá-la,
delegou esta tarefa ao vinhateiro, que se compadecendo da figueira lhe disse:
“Senhor, deixa-a este ano, até que eu a escave e a esterque. E se der fruto,
ficará, e, se não, depois a mandarás cortar” Lucas 13:8b-9. Através desta
parábola, Jesus nos ensina que todo aquele que não gerar fruto é cortado e
desligado do reino de Deus.
Assim
como os reinos desta terra tem leis que os regem, o reino de Deus também tem.
Imagine se cada pessoa utilizar um princípio diferente com base em seus próprios valores. Imagine
que em cada situação as pessoas apliquem suas próprias regras. Assim como as leis ajudam a coibir atos que ferem direta ou indiretamente a sociedade, elas também
são necessárias nas questões espirituais. A lei que declara crime qualquer ato
de violência contra os animais tem o objetivo de coibir tais atitudes e mesmo que alguém não tenha amor pelos animais e não tenha interesse
em protegê-los, se sentirá compelido a respeitar esta determinação para que não
seja penalizado. As leis que regem o reino de Deus são
fundamentais para que, como cidadãos do céu, possamos entender o que se pode ou
não fazer. Mas muito mais que isso, elas nos ajudam a enxergar as
características de um servo do Senhor.
As
leis de Deus não se baseiam em qualificar crimes ou criar penas para
eles. Vão além de julgar gestos e atitudes e vão além daquilo que é aceitável
aos olhos humanos. Elas são usadas para avaliar-nos como um todo, corpo, alma e
espírito. Gestos, sentimentos, pensamentos. Quando Jesus disse que a árvore que
não dá frutos é cortada e lançada fora, esta é uma determinação, ou seja, uma lei que precisa ser observada. Não gerar frutos é sinônimo de morte espiritual e consequentemente de ser arrancado e lançado fora. E não se trata de frutos visíveis aos
olhos humanos, mas frutos espirituais visíveis no reino espiritual. Ser
um membro atuante na igreja local, entregar o dízimo, ajudar o próximo, não nos
torna automaticamente frutíferos se não estivermos ligados em Cristo. Se
fizermos todas estas coisas para nos adequar ao ambiente, ou com qualquer outro
propósito mundano, não conseguiremos gerar frutos.
Podemos
parecer trigo, estar plantado junto ao trigo, mas o que nos diferencia do joio
são os frutos visíveis aos olhos de Deus. Qual fruto temos apresentado ao
Senhor em nossas casas, na escola, no trabalho? Qual fruto temos apresentado nos nossos pensamentos, nos sentimentos e em lugares onde apenas o Espírito Santo pode
contemplar? Quando nos preocupamos se realmente somos produtivos no
reino de Deus? Quantas vezes nos angustiamos diante de tal verdade e nos
sentimos insignificantes no reino quando olhamos para nós mesmos e não vemos
esses frutos. Não vemos aquilo que existe apenas no reino espiritual, não vemos
porque nesta vida nunca conseguiremos vislumbrar com olhos carnais as coisas de
Deus.
Se
oramos por nossas famílias, se nos arrependermos diante de Deus ao cometer um
erro, se buscarmos a transformação das nossas mentes para não nos conformar com
este mundo, estamos gerando frutos espirituais invisíveis aos olhos humanos,
mas vistos por Deus. Assim como vidas resgatadas do reino das trevas, auxílio
financeiro em favor dos necessitados, dentre outras coisas que também geram
frutos. Mas quando estamos ligados a Cristo não nos delimitamos a determinados
gestos. Estendemos que tudo o que diz respeito às nossas vidas pode ou não
gerar tais frutos. Quando Deus olha para nós, nos vê por completo, como um ser
totalmente pertencente a ele e que pode gerar frutos de diversas maneiras. É
isto o que ele espera de nós, que sejamos verdadeiramente frutíferos, e em todo
o tempo.
Precisamos
entender as coisas do alto, precisamos pensar como um cidadão do céu, que tem
as suas vestes lavadas pelo sangue do Cordeiro. Precisamos entender o quanto
Deus nos ama e o que ele tem feito para que isto se torne uma realidade em
nossas vidas. Assim como o vinhateiro da parábola pediu ao dono que lhe desse
mais um ano para cuidar da figueira, Jesus intercede por nós e trabalha em
nosso favor, preparando-nos e fortalecendo-nos a fim de que venhamos a gerar
frutos dignos de arrependimento, para glória de Deus.
