O filho do engano??
Muitas
pessoas questionam o motivo da própria existência. Tentam entender a razão de
terem nascido, em que circunstâncias foram concebidos, e principalmente, se o
próprio nascimento era aguardado com alegria. Ser a alegria e a esperança de
seus pais, de alguma forma, dá algum sentido às pessoas, isso é mais importante,
na convicção de muitos, que entender o motivo de ter vindo ao mundo e qual a
sua missão de vida.
Quando
uma criança descobre que foi adotada, o principal questionamento que faz é
porque seus pais a entregaram para adoção e qual o motivo de terem feito isso.
A grande dúvida é: “Porque os meus pais não me quiseram”. Ser importante e
querido por alguém dá todo sentido a diversos questionamentos intrínsecos ao
ser humano. Ser amado, para muitas pessoas, é muito mais importante do que
amar, ser amado proporciona a sensação de segurança, de ter um lugar de
descanso, um refúgio. É o que estrutura toda a vida do ser humano, é a base
para a construção dos outros valores que o compõe. Fazer parte de uma família
proporciona alguns sentimentos de valorização e segurança, mas não completa em
absoluto a ânsia de sentir-se amado, pois é apenas uma parte de toda a
necessidade afetiva que uma pessoa pode ter.
As indagações
a respeito da própria existência são difíceis de serem respondidas, justamente
por que muitas pessoas buscam, inconscientemente, respostas sobre o próprio
nascimento e quão esperado ele foi. Por conta disso, muitos pensam que não
deveriam ter nascido e que só trouxeram obrigações e preocupações para a
família. Acreditam ser ‘o filho do engano’, cujo nascimento foi um desacerto. E
esse sentimento é a causa de muitos suicídios, bem como de atitudes auto
destrutivas. Fato é que esses questionamentos não surgem como se fossem
enxertados, eles povoam as nossas mentes porque compõem o nosso homem
espiritual, que foi criado por Deus para questionar mesmo a existência eterna e
as coisas espirituais. Não viemos com ‘defeito de fábrica’, essa lacuna existe para
ser completada com a presença do Deus criador.
Quando
lemos na palavra de Deus a respeito do seu amor por nós, somos impactados com
tamanha entrega: “Porque Deus amou o
mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que
nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” João 3:16. No versículo fala
que Ele amou o mundo, todo o mundo. Não há exceção para ninguém, nenhuma
pessoa. Independentemente do aspecto da concepção ou do nascimento, se foi uma
gravidez planejada, ou involuntária, isso é irrelevante quando se trata do amor
de Deus. Filhos dentro do casamento, fora do casamento, em famílias
estruturadas ou desestruturadas. Deus nos ama incondicionalmente, como filhos.
E é isso o que preenche a vida de uma pessoa, a certeza de estar em Cristo, de
fazer parte Dele, ser parte da vida de Jesus.
Se
você leu este texto até aqui, talvez tenha dúvidas sobre si mesmo e sua
importância. Não escrevi este texto para massagear o seu ego, mas para te falar
o que você precisa saber sobre o amor de Deus pela sua vida e o quão esperado
foi o seu nascimento, com quão grande alegria você foi gerado e não há maior
certeza que essa, que você possa ter na sua vida, de que você não é obra do
acaso, mas está aqui com um propósito simples, de ser amado por aquele que te
criou e amá-lo com todo o seu coração, provando e vendo na sua vida o milagre
divino a cada dia.
“SENHOR, tu me sondaste, e me conheces.
Tu sabes o meu assentar e o meu levantar;
De longe entendes o meu pensamento.
Cercas o meu andar, e o meu deitar;
E conheces todos os meus caminhos.
Não havendo ainda palavra alguma na minha
língua,
Eis que logo, ó Senhor, tudo conheces.
Tu me cercaste por detrás e por diante,
E puseste sobre mim a tua mão.
Tal ciência é para mim maravilhosíssima;
Tão alta que não a posso atingir.
Para onde me irei do teu espírito,
Ou para onde fugirei da tua face?
Se subir ao céu, lá tu estás;
Se fizer no inferno a minha cama,
Eis que tu ali estás também.
Se tomar as asas da alva,
Se habitar nas extremidades do mar,
Até ali a tua mão me guiará e a tua destra
me susterá.
Se disser: Decerto que as trevas me
encobrirão;
Então a noite será luz à roda de mim.
Nem ainda as trevas me encobrem de ti;
Mas a noite resplandece como o dia;
As trevas e a luz são para ti a mesma
coisa;
Pois possuíste os meus rins;
Cobriste-me no ventre de minha mãe.
Eu te louvarei, porque de um modo
assombroso,
E tão maravilhoso fui feito;
Maravilhosas são as tuas obras,
E a minha alma o sabe muito bem.
Os meus ossos não te foram encobertos,
Quando no oculto fui feito,
E entretecido nas profundezas da terra.
Os teus olhos viram o meu corpo ainda
informe;
E no teu livro todas estas coisas foram
escritas;
As quais em continuação foram formadas,
Quando nem ainda uma delas havia.
E quão preciosos me são, ó Deus, os teus
pensamentos!
Quão grandes são as somas deles!
Se as contasse, seriam em maior número do
que a areia;
Quando acordo ainda estou contigo.
Ó Deus, tu matarás decerto o ímpio;
Apartai-vos portanto de mim, homens de
sangue.
Pois falam malvadamente contra ti;
E os teus inimigos tomam o teu nome em
vão.
Não odeio eu, ó Senhor, aqueles que te
odeiam,
E não me aflijo por causa dos que se
levantam contra ti?
Odeio-os com ódio perfeito; tenho-os por
inimigos.
Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração;
Prova-me, e conhece os meus pensamentos.
E vê se há em mim algum caminho mau,
E guia-me pelo caminho eterno.”
Salmo
139.


