terça-feira, 25 de novembro de 2014

Ídolos gospel

“E lhes darei um mesmo coração e um espírito novo porei dentro deles; e tirarei da sua carne o coração de pedra, e lhes darei um coração de carne; Para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; e eles serão o meu povo, e seu serei o seu Deus.” Ezequiel 11:19.


            Diante de uma geração adúltera e perversa, Deus levanta um profeta para levar a mensagem de arrependimento. Assim foi no tempo de Ezequiel e deste mesmo modo Deus tem falado através de poucos profetas que são usados de fato atualmente. O número de igrejas e denominações está crescendo no Brasil, ser crente é status para algumas pessoas, não se tem mais vergonha do evangelho como se tinha alguns anos atrás. Muitas barreiras foram rompidas, o preconceito tem dado lugar a algo contagiante, uma onda de euforia anima os cultos repletos de músicas de vitória e prosperidade. Em meio a alegria de ver algo novo e extraordinário acontecendo para o povo de Deus, a preocupação com estes novos convertidos surge.
            Abrasados pelo calor deste momento em que a música gospel é tocada nas rádios, cantores evangélicos se apresentam em programas de televisão, um frenesi espantoso não nos permite entender que somos iludidos com as palmas e cegados pelo brilho dos holofotes. Esquecemos que a nostalgia contagiante gospel não salva vidas, somente o poder de Deus pode fazer isso. Ídolos mundanos são substituídos por ‘ídolos evangélicos’, e aquele que deve receber a glória não é exaltado. Nos corrompemos a troco de ouvir palavras mentirosas que nos iludam a crer que a vida é cheia de bênçãos e vitórias e não há mais lutas. Não precisamos lutar, não precisamos nos posicionar no campo de batalha, pois erroneamente acreditamos que somos vencedores sem ter que fazer qualquer esforço para isso.
            Inebriados por falsas promessas deixamos de buscar verdadeiramente a Deus e adotamos ídolos que dizem aquilo que queremos ouvir e não o que precisamos. Estabelecemos lugares de honra em nossos corações a criaturas em lugar do criador. Perdemos a essência do que é ser servo, para achar que estamos em posição de exigir alguma coisa de Deus, não admitindo não sermos abençoados. Esta geração idólatra precisa de alguns ‘Ezequiéis’ que preguem aquilo que Deus quer falar. E quando o Senhor disse ao povo que lhe daria um mesmo coração, ele quis dizer um coração não dividido. Um coração que não pertence a Deus e a Mamon. Quando Deus disse que daria um novo espírito, é porque o espírito que eles possuíam estava sem vida.
            Podemos achar que estamos em Deus, mas isso não quer dizer que Deus está nós. Podemos achar interessante este estilo de vida que aproxima o homem de algo bom, mas isto não é suficiente. Ser crente não pode ser apenas um estilo de vida que busca a satisfação pessoal e conquistas, deve ser o real conhecimento do Filho de Deus. A verdadeira entrega da própria vida para um Deus eterno. É preciso tirar o coração de pedra que é levado por paixões mundanas e receber um coração de carne que bate e pulsa todo o sangue de Jesus que é derramado sobre nós.

            Esta é a mensagem de arrependimento, crer no Filho de Deus e receber dele um novo coração e um novo espírito. Muitos de nós que viemos de uma geração perseguida, nos acomodamos nesta nova geração alienada. Se até os escolhidos serão enganados, precisamos rever em quem temos posto nossa confiança, a quem temos buscado, quem é o nosso Deus. Se o Senhor é nosso Deus, busquemos a sua vontade e somente a Ele demos glória eternamente, amém!  

Juliano Son - A Dor que nos aproxima de Deus

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Há um maior conosco!

“Então o Senhor enviou um anjo que destruiu a todos os varões valentes, e os príncipes, e os chefes no arraial do rei da Síria. E este tornou com vergonha de rosto à sua terra; e, entrando na casa de seu deus, os mesmos que saíram das suas entranhas, o mataram ali à espada.” II Crônicas 32:21


            Estando o rei Ezequias em Jerusalém, Senaqueribe rei da Síria veio contra ele e contra o povo de Deus para tomar as cidades fortes para si. O rosto de Senaqueribe era de guerra e estava determinado a lutar para alcançar seu propósito. Suas armas não eram apenas simples instrumentos de guerra, pois instou com o povo para que não ouvissem Ezequias e citou todos os feitos que havia realizado contra outros povos e as conquistas que havia feito para que desfalecessem diante dele. Também insultou o Deus de Israel e escreveu cartas blasfemando do Senhor e afirmando que ele não livraria o povo de suas mãos.
            Esta afronta que o povo de Deus estava sofrendo não podia ser respondida ou enfrentada de qualquer forma, pois quando alguém se levanta contra o povo de Deus, se levanta contra o próprio Deus, mesmo que não blasfeme como Senaqueribe fez. Israel preparou-se para a batalha e fortificou o muro reparando as partes danificadas, também fez armas e escudos, e quando nos preparamos para batalhar, temos que fechar as brechas e vestir a armadura da qual o apóstolo Paulo fala em Efésios 6, entendendo que trata-se de uma batalha espiritual que requer armas espirituais. O rei Ezequias falou ao coração de todos, pois o Senhor sempre envia uma palavra de ânimo quando estamos diante dos nossos inimigos, para que não desfaleçamos, mas fiquemos firmes diante de qualquer combate.
Este episódio vivido pelo povo de Israel nos ensina que não precisamos responder a qualquer afronta, não podemos lutar com as nossas armas e confiar na força que temos. Cada batalha que enfrentamos deve estar sob o controle do Senhor dos Exércitos e só podemos agir quando ouvirmos a sua orientação. Pode não ter sido fácil para o povo ouvir todas as palavras que Senaqueribe proferiu com o intuito de fazê-los desfalecer de medo diante de um rei que já havia destruído muitos povos. No entanto eles ouviram e não responderam, antes confiaram no Senhor, esperaram nele. Se murmurarmos, ou retribuirmos os insultos e agressões verbais, como o Senhor se levantará ao nosso favor? Se fizermos armas mortais que atinjam nossos inimigos, como o Senhor pelejará por nós? Nossa luta não é contra a carne ou o sangue, e as pessoas que se levantam contra nós são meros fantoches nas mãos do inimigo. Mas se confiamos no Senhor, esperamos nele e entregamos nossas queixas a Deus em oração e ele age como fez quando Ezequias e Isaías clamaram ao céu. Deus ouviu a oração dos seus servos e enviou apenas um anjo para destruir um exército inteiro.
Aleluia! Deus não precisa sair de seu trono para derrotar o exército mais poderoso que afronte o seu povo. É preciso apenas um anjo que o faça, pois a força e o poder para a batalha vem dele. Deus é poderoso e humilha os que se exaltam, abate os soberbos. Senaqueribe foi o único que restou de todos os que estavam em pé diante do povo de Deus e voltou para sua terra para ser morto pelos seus próprios filhos dentro da casa do seu deus. Os seus entes queridos não tiveram compaixão e seu deus não pôde livrá-lo, o lugar onde poderia encontrar refúgio e alento era um lugar de confusão. Somente na presença do Senhor podemos ficar sossegados, apenas no lugar de intimidade com Deus encontramos abrigo seguro.
Quando o Senhor está no controle nada pode nos atingir, nem afronta ou qualquer exército pode nos derrubar, porque maior é o que está conosco como vemos em II Crônicas 32:07. Muito maior e mais poderoso é o Senhor que combate por nós e nos livra das mãos dos nossos inimigos. Louvado seja o Senhor!     

              

sábado, 15 de novembro de 2014

Vineyard Music - Quebrantado

Seu trono não o separou de nós!

“E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.”
Lucas 22:15.


            A comunhão com Deus era vista como o costume de separar um dia da semana para ir à igreja cultuá-lo. Isso era suficiente, se no decorrer da semana tivéssemos o cuidado de guardar o que aprendíamos no domingo e procurássemos praticar e levar aqueles ensinamentos a mudar nosso estilo de vida. Sabíamos que éramos salvos, nos preocupávamos em evangelizar e demonstrar o que Cristo havia feito em nossas vidas.
            Passados alguns anos a igreja percebeu que precisávamos de algo mais. Nossas vidas não podiam se resumir apenas a estes pensamentos e a este modo de viver. Percebemos que faltava alguma coisa para preencher os nossos corações e se começou a falar em ‘Intimidade com Deus’. Esta intimidade era algo novo e a palavra soava estranhamente, mas entendíamos bem o que isso queria dizer e muitos passaram a buscar estar um pouco mais perto de Deus. A comunhão com o Senhor Jesus começou a ser entendida, pregada, falada e vivida. Muitos exageros também surgiram, mas a essência deste entendimento mudou a vida de muitas pessoas que agora desejam e buscam estar na presença do Senhor não mais um só dia da semana, mas em todo o tempo. Ouvir a voz de Deus, ser movido pelo Espírito Santo deixou de ser um paradigma para se tornar realidade.
            Estranhamente um mover começou a mudar a igreja evangélica que sentiu-se tão próxima de Deus que decidiu exigir aquilo que acreditava ter direito. Pastores passaram a apascentar a si mesmos enquanto usavam erroneamente da teologia da prosperidade. Ter um padrão de vida elevado passou a ser prioridade, já que somos tão próximos do nosso Pai e podemos exigir a herança. A ‘intimidade desrespeitosa’ não aproximou ninguém de Deus e não mudou vidas, não restaurou, não curou, não fez milagres. Apenas formou um exército de crentes que lutam somente as suas batalhas que são travadas todos os dias por um propósito egoísta e medíocre de buscar em Deus as riquezas que a traça e a ferrugem consomem e outras coisas supérfluas que não edificam e não salvam vidas. O que Jesus disse para os seus discípulos antes de iniciar a última ceia, expressava seu mais sincero e ardente desejo de estar conosco e comungar. Jesus falava palavras afetuosas com tamanha facilidade e demonstrava aquilo que transbordava em seu coração. E estas palavras soam até hoje aos nossos ouvidos quando lemos os evangelhos, onde podemos ver o quanto nos amou.
            Seu amor não muda, o sacrifício que fez na cruz do calvário transforma vidas até hoje e seu sangue é derramado sobre nós quando nos arrependemos. Temos acesso livre e podemos estar com Ele ao caminhar, ao sentar, ao levantar, ao dormir. Jesus subiu para o céu e nos deixou o Consolador que vive em nós, nos faz sentir sua presença e seu amor que não muda, não diminui, permanece o mesmo.
            Voltemo-nos para o Senhor, prostremo-nos diante Dele louvando e bendizendo seu santo nome. Humilhemo-nos e busquemos uma vida de santidade, separada do pecado, do mundo. Nós podemos ouvir sua voz, podemos ser cheios do seu Espírito e antes mesmo que desejemos isto, Ele quer estar conosco e nos transformar para que possamos ter momentos agradáveis que construa um relacionamento firme e inabalável com Jesus que anseia por isto. Seu trono não o separou de nós. Aleluia!     

            

Palavrantiga - Vem Me Socorrer (Acústico)