“Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero esse faço.”
Romanos 7:19.
Não é por que uma pessoa não aceita a
Cristo que não o quer. Nem todas as pessoas agressivas são assim por escolha
própria. Uma pessoa reprimida, não é necessariamente arrogante. Estamos
acostumados a ver as coisas do nosso jeito e projetamos as nossas deficiências
nas outras pessoas. Temos dificuldade de entender que uma pessoa com histórico
de prostituição não deixará a prática com facilidade. Nossa ótica e a forma
como compreendemos o mundo ao nosso redor, ou seja, nossa leitura do mundo, diz
muito mais ao nosso respeito do que a respeito daquilo que nos cerca.
Nos empenhamos em criticar, nos
envolvemos em fofocas e revidamos as ofensas quando somos limitados e incapazes
de lidar com estas situações. Deus não espera que sejamos perfeitos, quer que
sejamos humanos. Precisamos olhar as coisas como elas são e deixar as acusações
de lado. Se tivermos complexo de inferioridade tudo será difícil demais para
processarmos, se tivermos o desprazer de nos achar auto suficientes, perderemos
oportunidades de compartilhar as nossas fraquezas e assim, aprender com alguém
melhor que nós em algum aspecto. Paulo nos diz que o bem que ele quer fazer não
faz e o mal que não quer faz. Somos um reflexo daquilo que aprendemos ao longo
de toda a vida, e aprendemos mais observando, principalmente o que presenciamos
quando crianças, por isso crescemos achando que as pessoas devem ser parecidas
conosco e não nos permitimos aprender coisas novas, novos hábitos, novos
costumes, novos comportamentos. O mundo é muito maior que nossa pequena caixa de
certezas que guardamos com tantas reservas, nos envolvemos numa bolha para
limitar a influências das outras pessoas nas nossas vidas. Pastores criam calos
em suas cordas vocais e precisam voltar a pregar as mesmas coisas todos os
domingos, na dúvida se finalmente serão ouvidos ou não.
Estamos ocupados demais com os nossos
pensamentos superficiais para tentar compreender as outras pessoas, e na
verdade isso não nos torna piores, apenas iguais a todo mundo. Se fizéssemos
aquilo que é nossa obrigação como amar, perdoar, ajudar, ofertar, suportar
estaremos fazendo o mundo um lugar melhor. Talvez consigamos influenciar
algumas pessoas próximas a nós e percebamos que somos mais alienados do que
pensávamos.

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