sábado, 15 de novembro de 2014

Seu trono não o separou de nós!

“E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta páscoa, antes que padeça.”
Lucas 22:15.


            A comunhão com Deus era vista como o costume de separar um dia da semana para ir à igreja cultuá-lo. Isso era suficiente, se no decorrer da semana tivéssemos o cuidado de guardar o que aprendíamos no domingo e procurássemos praticar e levar aqueles ensinamentos a mudar nosso estilo de vida. Sabíamos que éramos salvos, nos preocupávamos em evangelizar e demonstrar o que Cristo havia feito em nossas vidas.
            Passados alguns anos a igreja percebeu que precisávamos de algo mais. Nossas vidas não podiam se resumir apenas a estes pensamentos e a este modo de viver. Percebemos que faltava alguma coisa para preencher os nossos corações e se começou a falar em ‘Intimidade com Deus’. Esta intimidade era algo novo e a palavra soava estranhamente, mas entendíamos bem o que isso queria dizer e muitos passaram a buscar estar um pouco mais perto de Deus. A comunhão com o Senhor Jesus começou a ser entendida, pregada, falada e vivida. Muitos exageros também surgiram, mas a essência deste entendimento mudou a vida de muitas pessoas que agora desejam e buscam estar na presença do Senhor não mais um só dia da semana, mas em todo o tempo. Ouvir a voz de Deus, ser movido pelo Espírito Santo deixou de ser um paradigma para se tornar realidade.
            Estranhamente um mover começou a mudar a igreja evangélica que sentiu-se tão próxima de Deus que decidiu exigir aquilo que acreditava ter direito. Pastores passaram a apascentar a si mesmos enquanto usavam erroneamente da teologia da prosperidade. Ter um padrão de vida elevado passou a ser prioridade, já que somos tão próximos do nosso Pai e podemos exigir a herança. A ‘intimidade desrespeitosa’ não aproximou ninguém de Deus e não mudou vidas, não restaurou, não curou, não fez milagres. Apenas formou um exército de crentes que lutam somente as suas batalhas que são travadas todos os dias por um propósito egoísta e medíocre de buscar em Deus as riquezas que a traça e a ferrugem consomem e outras coisas supérfluas que não edificam e não salvam vidas. O que Jesus disse para os seus discípulos antes de iniciar a última ceia, expressava seu mais sincero e ardente desejo de estar conosco e comungar. Jesus falava palavras afetuosas com tamanha facilidade e demonstrava aquilo que transbordava em seu coração. E estas palavras soam até hoje aos nossos ouvidos quando lemos os evangelhos, onde podemos ver o quanto nos amou.
            Seu amor não muda, o sacrifício que fez na cruz do calvário transforma vidas até hoje e seu sangue é derramado sobre nós quando nos arrependemos. Temos acesso livre e podemos estar com Ele ao caminhar, ao sentar, ao levantar, ao dormir. Jesus subiu para o céu e nos deixou o Consolador que vive em nós, nos faz sentir sua presença e seu amor que não muda, não diminui, permanece o mesmo.
            Voltemo-nos para o Senhor, prostremo-nos diante Dele louvando e bendizendo seu santo nome. Humilhemo-nos e busquemos uma vida de santidade, separada do pecado, do mundo. Nós podemos ouvir sua voz, podemos ser cheios do seu Espírito e antes mesmo que desejemos isto, Ele quer estar conosco e nos transformar para que possamos ter momentos agradáveis que construa um relacionamento firme e inabalável com Jesus que anseia por isto. Seu trono não o separou de nós. Aleluia!     

            

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