terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A autoridade de igreja!

E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda a criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado. Marcos 16:15 e 16.


Quando Jesus cumpriu sua missão aqui na terra como homem, deu orientações aos seus discípulos. E não apenas diretrizes, mas deu-lhes a autoridade que até então, estava apenas sobre ele. Deu-lhes o poder de expulsar demônios, curar enfermos, pegar em serpentes, etc. Parece uma missão muito grande para alguns pescadores. Se tivermos que pensar em alguém que nos represente, examinaremos cuidadosamente as qualificações desta pessoa com critérios bem exigentes.
            Mas ele escolheu pessoas improváveis e sem as características necessárias para tamanha responsabilidade. No capítulo 21 do evangelho de João, Jesus pediu a Pedro que apascentasse as suas ovelhas. Este pedido foi feito ao discípulo que o negou. Qual pastor confiaria suas queridas ovelhas a alguém que tenha feito isto. Nós enviamos homens ao seminário, nos preocupamos com aquilo que é ensinado na escola bíblica aos domingos, primamos pela observância da palavra de Deus e como as atividades são realizadas na igreja. Mas achamos que estamos despreparados para expulsar demônios e temos receio de impor as mãos sobre os enfermos, quando na verdade isto não depende das nossas competências, pois é Deus quem opera através de nós como fez com os discípulos.
            Que evangelho é este que aprende mas não coloca em prática? Onde está a autoridade que nos foi confiada? Será que estamos esperando que as aulas de hermenêutica e exegese salve vidas?  Quando, na verdade, deveríamos pregar o evangelho para que aquele que crer e for batizado seja salvo. Isto têm uma participação expressiva da igreja, pois Jesus nos confiou o ato de pregar e batizar. O batismo não salva, mas o ato do batismo que é realizado pela igreja, fortalece a fé do salvo e o convívio com o corpo de Cristo o mantêm nos caminhos do Senhor e esta é uma participação nossa no processo de salvação. Temos receio de avançar, temos receio de impor as mãos e não ver o milagre acontecer.

            A autoridade que Jesus nos deu dando-nos as chaves do reino dos céus, em Mateus 16:19, não nos dá autonomia para decidir quem é salvo ou não. Mas quando pregamos o evangelho permitimos que o reino de Deus seja apresentado e passe a ser uma opção para aqueles que não o conheciam e não sabiam de sua existência, ou não sabiam como conquista-lo.  Jesus depositou em nós a autoridade que estava sobre ele para pregar, batizar, curar e libertar. Precisamos ousar, pois o nosso adversário é ousado. Temos que sair da defensiva e avançar, saqueando o inferno, desfazendo as obras do diabo. Aquilo que ligarmos na terra, será sido ligado no céu e o que desligarmos na terra, será sido desligado no céu. 

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