terça-feira, 4 de junho de 2013

A temporalidade da vida humana

“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.” 
Eclesiastes 1:4.


O homem quando jovem acredita ser capaz de grandes coisas e não se subestima, pelo contrário, se superestima em quase tudo o que faz. Acha que é mais capaz do que realmente é, não faz planos a longo prazo e não consegue aceitar que um dia vai envelhecer. Só aprende a pesar as próprias decisões depois de passar por decepções, se frustrar e sofrer as consequências das escolhas ruins que faz. Então entende que não é imortal, autossuficiente e poderoso.
Dizem que a vida é curta, e realmente é. Somos como um sopro de vento que agora é, e logo se dissipa.  Por isso alguns tentam deixar um legado, ou seja, algo que mostre o valor que tinham em vida. Grandes pensadores querem mudar a historia, assim como grandes músicos querem revolucionar a indústria musical. E o legado de um homem é para que todos se lembrem de quem ele foi, do que fez em vida e da importância que tinha. Os que não entendem quão pequena é nossa trajetória nesse mundo, gastam tempo e esforços juntando riquezas ou buscando mais e mais conhecimento. É como um saco que nunca enche, ou um poço que não tem fundo.
Nos afligimos todos os dias com preocupações tolas quando não temos conhecimento de que nosso instinto de sobrevivência nos leva a olhar para a realidade e para as coisas materiais dando-lhes extrema importância. O homem natural atenta para as coisas naturais, mas o homem sobrenatural, para as coisas espirituais.
Quando fazemos parte do reino de Deus precisamos aceitar que as preocupações com as coisas desse mundo devem ter importância secundária. Até mesmo nossas necessidades básicas de sobrevivência devem deixar de ser primordiais. Em Mateus 6:19 ao 34 Jesus nos diz que não devemos andar ansiosos quanto ao que comer, o que beber, o que vestir, mas buscar o reino de Deus em primeiro lugar e as outras coisas seriam supridas pelo Senhor. Humanamente falando é impossível não nos preocuparmos. Andamos ansiosos à espera de uma promoção no trabalho, juntar dinheiro para pagar a faculdade do filho, comprar um presente caro para um ente querido, trocar de carro. Como entender o que Jesus disse quando nos exortou a deixarmos de lado o zelo, não pelo supérfluo, mas pelo necessário à sobrevivência?
Quando nos preocupamos e tomamos todas as decisões por nossa conta temos que arcar com as consequências de nossas escolhas. E em cada decisão que tomamos sozinhos, dizemos para o Senhor que somos capazes e não precisamos Dele. Assim também quando lamentamos e murmuramos estamos dizendo que não queremos que Ele resolva. Se entregarmos no altar e depositarmos tudo diante do Senhor, Ele se torna responsável por nossas decisões, nossas lutas e batalhas. Por isso temos que priorizar o reino de Deus e entender que tanto as alegrias, quanto as dores não devem ter lugar de destaque e sim o Reino de Deus, as coisas de Deus e aquilo que é importante para o Senhor. Que Deus nos abençoe e nos desperte para uma vida de entrega e renúncia para que seu nome seja glorificado em nossas vidas! 

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