“Uma geração vai, e outra geração vem; mas a
terra para sempre permanece.”
Eclesiastes 1:4.
O homem quando
jovem acredita ser capaz de grandes coisas e não se subestima, pelo contrário,
se superestima em quase tudo o que faz. Acha que é mais capaz do que realmente
é, não faz planos a longo prazo e não consegue aceitar que um dia vai envelhecer.
Só aprende a pesar as próprias decisões depois de passar por decepções, se
frustrar e sofrer as consequências das escolhas ruins que faz. Então entende
que não é imortal, autossuficiente e poderoso.
Dizem que a
vida é curta, e realmente é. Somos como um sopro de vento que agora é, e logo
se dissipa. Por isso alguns tentam
deixar um legado, ou seja, algo que mostre o valor que tinham em vida. Grandes
pensadores querem mudar a historia, assim como grandes músicos querem revolucionar
a indústria musical. E o legado de um homem é para que todos se lembrem de quem
ele foi, do que fez em vida e da importância que tinha. Os que não entendem
quão pequena é nossa trajetória nesse mundo, gastam tempo e esforços juntando
riquezas ou buscando mais e mais conhecimento. É como um saco que nunca enche,
ou um poço que não tem fundo.
Nos afligimos
todos os dias com preocupações tolas quando não temos conhecimento de que nosso
instinto de sobrevivência nos leva a olhar para a realidade e para as coisas
materiais dando-lhes extrema importância. O homem natural atenta para as coisas
naturais, mas o homem sobrenatural, para as coisas espirituais.
Quando fazemos
parte do reino de Deus precisamos aceitar que as preocupações com as coisas
desse mundo devem ter importância secundária. Até mesmo nossas necessidades
básicas de sobrevivência devem deixar de ser primordiais. Em Mateus 6:19 ao 34
Jesus nos diz que não devemos andar ansiosos quanto ao que comer, o que beber,
o que vestir, mas buscar o reino de Deus em primeiro lugar e as outras coisas
seriam supridas pelo Senhor. Humanamente falando é impossível não nos
preocuparmos. Andamos ansiosos à espera de uma promoção no trabalho, juntar dinheiro
para pagar a faculdade do filho, comprar um presente caro para um ente querido,
trocar de carro. Como entender o que Jesus disse quando nos exortou a deixarmos
de lado o zelo, não pelo supérfluo, mas pelo necessário à sobrevivência?
Quando nos
preocupamos e tomamos todas as decisões por nossa conta temos que arcar com as
consequências de nossas escolhas. E em cada decisão que tomamos sozinhos,
dizemos para o Senhor que somos capazes e não precisamos Dele. Assim também
quando lamentamos e murmuramos estamos dizendo que não queremos que Ele resolva.
Se entregarmos no altar e depositarmos tudo diante do Senhor, Ele se torna
responsável por nossas decisões, nossas lutas e batalhas. Por isso temos que
priorizar o reino de Deus e entender que tanto as alegrias, quanto as dores não
devem ter lugar de destaque e sim o Reino de Deus, as coisas de Deus e aquilo
que é importante para o Senhor. Que Deus nos abençoe e nos desperte para uma
vida de entrega e renúncia para que seu nome seja glorificado em nossas vidas!

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