“E dizia Jesus: Pai
perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem. E repartindo os seus vestidos lançaram
sortes.” Lucas 23:34.
O que você faria se estivesse numa
situação em que fosse pressionado a negar a Jesus ou do contrário morreria?
Muitos cristãos respondem veementemente que não negariam, mesmo que o preço
fosse a própria morte. Mas, mesmo não se tratando de ameaça contra a própria vida
ou a de um parente, você negaria? Você já negou? Sabe aquele momento em que você diz:
Senhor me dá licença um minuto porque eu preciso responder quem me afrontou, ou,
tenho que assistir aquele programa de tv impróprio para todas as idades, talvez
até me afundar um pouco mais nos meus próprios pensamentos obscuros.
É um
paradoxo que estabelecemos para nós mesmos, ou seja, uma verdade que criamos e
que nos leva a querer interpretar as escrituras e não entendê-las. E nos faz
tentar convencer as pessoas próximas a pensar e agir da mesma forma para que a
boa conduta de alguns não nos deixem envergonhados de nós mesmos. Eu atiro
pedra na cruz sempre que viro as costas para ela. Então quer dizer que eu realmente
faço isso? Sim, sempre que acho que a vontade do Senhor pode ser negligenciada,
em detrimento dos meus desejos carnais e medíocres que não podem me tornar uma
pessoa melhor. É uma escolha bem perigosa, que estamos sujeitos a fazer todos
os dias. Temos a pretensão de achar que os pequeninos pecados que cometemos
passam despercebidos aos olhos de Deus e enganamo-nos. Ainda por cima tentamos
enganar aos outros. Então escarnecerá o homem de Deus? Muitos acham que sim e
não acreditam nas consequências desse tipo de pensamento.
Zombam da
cruz os que se julgam impunes, mas a questão em si não é a consequência do
pecado e sim a atitude ‘inocente’ de quem acredita estar acima do bem e do mal
e não atenta para os olhos de Deus que vê e não se alegra das nossas condutas.
Eu atiro pedra na cruz sempre que não me importo se Cristo ouve o que digo, ou
se Ele sabe o que faço, e não me importo se isso o incomoda. Se eu tivesse a
oportunidade de pecar o quanto quisesse com a condição de não pagar por meus
pecados e ninguém ficar sabendo, apenas Deus. Mesmo magoando-o, eu faria isso?
Faria e já fiz. Tentamos esquecer que o propósito da caminhada com Deus não é
estabelecer ‘nãos’. Por exemplo: ‘eu não posso fumar’; ‘eu não posso mentir’; ‘eu
não posso cobiçar’. Mas estabelecer ‘sins’: ‘sim, eu quero abrir mão de algo
que não agrada a Deus’; ‘sim, eu quero fazer o que é certo’; ‘sim, eu quero me
santificar’.
Atiramos tantas
pedras na cruz que nem conseguimos nos lembrar de todas, no entanto Jesus sempre olhou e, mesmo entristecido disse:
“Pai perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. Diante desses fatos não posso
voltar e atirar outra, ou pelo menos vou tentar o máximo possível não fazer,
pois, mesmo sabendo que serei perdoado prefiro lembrar que o amo e me importo
em agradar seu coração.

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