segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Evangelho na íntegra.

“Toda a escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça;” II Timóteo 3:16

Estive refletindo esses dias sobre a prosperidade, mais especificamente o que a Bíblia fala sobre ela. Vemos muitas pregações atualmente que falam bastante sobre esse assunto, todas com ‘embasamento bíblico’. Aprendi muito sobre formas de multiplicar os bens materiais, maneiras de tornar-me apta a receber bênçãos, segredos que podem ajudar a encontrar a raiz de problemas financeiros. Já participei de campanhas, entreguei dízimos e ofertas, e até hoje entrego, mas nenhum destes ensinamentos mudaram minha vida financeira.
                Será que existe alguma maldição que me impede de prosperar? Mas a quebra de maldições também fiz, só não fui para a sessão do descarrego, e nem vou. O mais interessante nisso tudo é que não conheço ninguém que tenha ficado rico desta forma, não funcionou para mim e também não funcionou para ninguém que conheço. As pessoas bem-sucedidas que conheço, são as que não buscam fórmulas mágicas para mudar de vida. Ao contrário disso, elas como eu, e como todas as pessoas devem fazer, se levantam para batalhar e conquistar o que querem. Como aquela antiga frase dizia: ‘O trabalho dignifica o homem’. E não apenas isto, lhe propicia a experiência de plantar para colher, buscar para encontrar.
                Deixando aquele pensamento pífio de lado, voltemo-nos para a seguinte pergunta: Porque queremos riquezas? Quantos pares de sapatos precisamos para dois pés? Quantas calças para duas pernas? De quantos carros e quantas casas precisa uma família? O que realmente importa para nós? Fazendo este questionamento me deparei com um sentimento pesado de que questionar a Deus não é muito sábio, afinal de contas, se Deus nos dá riquezas é porque somos merecedores. Como posso questionar ensinamentos passados por grandes pregadores da palavra, homens mundialmente reconhecidos e respeitados que nos ensinaram a pensar e contribuíram com uma grande revolução na mente e nos corações de todos nós, pobres cristãos?
                Mas como foram sábios nossos irmãos bereanos, precisamos ser também. Por isso fui pesquisar na palavra de Deus para encontrar a resposta à todas as minhas dúvidas. Estava disposta a ouvir o que Deus tinha para me falar, tentei ignorar tudo o que já havia aprendido e desvincular-me de qualquer dogma antigo e novo, desconsiderar a importância de todos os pregadores que já ensinaram acerca deste assunto. Assim o fiz, e simplesmente li os quatro evangelhos em busca da resposta. A conclusão que cheguei não me trouxe surpresa ou perplexidade, apenas confirmou o que o Espírito Santo já havia me falado ao coração. Sabe qual foi? Experimenta você também, lê o evangelho que conta a vida de Jesus Cristo. Leia capítulo a capítulo, versículo a versículo. Ouça a voz doce e suave do Senhor, separe alguns minutos ou algumas horas para entender a vontade de Deus.

                Eu gostaria de resumir este texto com um versículo que explica bem o que Cristo espera de nós. Meus dedos coçam e meu coração sangra por não fazer isso, mas estou determinada a não fazer. Desejo ardentemente que você leia e conclua por si mesmo e perceba quanto temos errado em tentar entender um texto fora do contexto. Quantas linhas de raciocínio são possíveis criar desta forma. O evangelho pode ser pregado em partes porque em partes o explicamos, mas não podemos entendê-lo em partes. Precisamos ver que se entendermos de tal forma que uma parte invalide outra, temos feito uma análise equivocada do todo, ou não queremos o todo, só o queremos em parte.

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