segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Qual a medida da sua fé?

“Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6

A fé é essencial na vida de qualquer cristão, é impossível conhecer a Deus se não for pela fé. Já que estamos presos a este corpo carnal, precisamos acreditar em algo que não vemos, não ouvimos e não sentimos de forma natural. Mas será que podemos medir a nossa fé, será que conseguimos compará-la a um grão de mostarda, a uma semente de azeitona, ou algo maior? Não é possível medi-la, quando Jesus afirmou que se tivermos fé do tamanho de um grão de mostarda, dizia que mesmo que ela seja pequena podemos fazer coisas grandes.
            Não existe uma medida mas sabemos através de nossas atitudes qual o comprimento da fé que temos em Deus. Sabemos que se confiarmos no Senhor em qualquer circunstância teremos fé. Mas será que fé em excesso é prejudicial? Nada no reino de Deus é derramado sobre nós em demasia, sempre vem na quantidade correta, ou não virá se não buscarmos. O fato é que muitos têm demonstrado uma fé absurda, descomunal, equivocada e prejudicial.
            Que fé é essa que faz com que muitos fiéis se calem diante dos abusos sexuais cometidos por padres, apenas para não denegrir a imagem da igreja? Que fé é essa que nos leva a ser coniventes com práticas idólatras no meio das mais variadas denominações, inclusive evangélicas, como o uso de amuletos, objetos ungidos, rosas, sal, ou coisas da ‘terra santa’? Que fé nos leva a não denunciar a corrupção no meio do povo de Deus, como se os pastores, bispos, apóstolos tivessem imunidade e pudessem pecar deliberadamente? Que fé nos faz desviar de Deus quando nos decepcionamos com líderes ou aqueles que são referências espirituais? Os usos e abusos de muitos líderes religiosos não deve abalar nossa fé, e a exposição e denúncia de tais práticas não deve nos fazer duvidar de Deus. Não podemos nos calar em nome de mantermos as instituições ou organizações da mesma forma que estão, por medo de ficarmos desorientados, sem rumo, caso deixem de existir ou sofram alguma transformação. A fé que possuímos não deve estar firmada em absolutamente nada que seja natural, não podemos depender da constatação da ação de Deus na vida de outras pessoas para acreditar que ele vai agir em nossas vidas. Não podemos depender de uma denominação ou agrupamento para mantermos a comunhão com o Pai. Todas estas coisas são passageiras, os homens se corrompem porque esta é nossa natureza. As liturgias dos cultos religiosos estão sujeitas a mudanças e as instituições podem sofrer alterações ou até deixar de existir. Tudo neste mundo é passageiro, por isso nossa fé deve estar voltada para as coisas do alto. Devemos estar sempre com os olhos fixos em Deus e nossa esperança deve ser na morada eterna. Foi isso o que Cristo nos ensinou e é assim que temos que viver.
            As reuniões nas igrejas são importantíssimas para a vida espiritual de todos nós, para nosso crescimento espiritual. Mas nossa comunhão com Deus não pode depender apenas disto, não podemos sair desanimados dos cultos quando acreditamos que não houve o avivamento que esperávamos. Não podemos ser influenciados por céticos religiosos que limitam o poder de Deus. Precisamos nos dirigir à casa do Senhor com o coração aberto para ministrar e receber ministração de Deus. Precisamos nos manter firmes independente da frieza espiritual dos outros ou do fervor que apresentam. Assim como não podemos ser abalados por conta da queda de qualquer pessoa ou de qualquer instituição religiosa. Por isso não podemos nos calar diante da total falta de temor a Deus daqueles que usam seu nome em benefício próprio.
            Devemos viver como se tudo o que importasse para nós fosse a vontade do Senhor e nada mais, agindo de forma justa para com todos ao nosso redor, independente de posição social ou influência que exerçam. Vejamos o que Paulo disse em sua carta aos coríntios a respeito desta vida passageira: “O que quero dizer é que o tempo é pouco. De agora em diante, aqueles que têm esposa, vivam como se não tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; os que estão felizes, como se não estivessem; os que compram algo, como se nada possuíssem; os que usam as coisas do mundo, como se não as usassem; porque a forma presente deste mundo está passando.” I Coríntios 7:29-31. Vejamos também um trecho do Evangelho segundo Mateus: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo.” Mateus 24:10-13.

             Se formos levados a duvidar da existência de Deus, ou de seu amor por nós, por conta de acontecimentos ao nosso redor, nossa fé não está firmada nele verdadeiramente. Estejamos prontos para enfrentar as adversidades deste mundo e tudo aquilo que o inimigo de nossas almas levantar para nos fazer desanimar. Revistamo-nos da armadura de Deus para resistir no dia mal, e depois de termos feito tudo que permaneçamos firmes.

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