Qual a medida da sua fé?
“Ora, sem fé é
impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus
creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” Hebreus 11:6
A fé é essencial na vida de qualquer
cristão, é impossível conhecer a Deus se não for pela fé. Já que estamos presos
a este corpo carnal, precisamos acreditar em algo que não vemos, não ouvimos e
não sentimos de forma natural. Mas será que podemos medir a nossa fé, será que
conseguimos compará-la a um grão de mostarda, a uma semente de azeitona, ou
algo maior? Não é possível medi-la, quando Jesus afirmou que se tivermos fé do
tamanho de um grão de mostarda, dizia que mesmo que ela seja pequena podemos
fazer coisas grandes.
Não existe
uma medida mas sabemos através de nossas atitudes qual o comprimento da fé que
temos em Deus. Sabemos que se confiarmos no Senhor em qualquer circunstância
teremos fé. Mas será que fé em excesso é prejudicial? Nada no reino de Deus é
derramado sobre nós em demasia, sempre vem na quantidade correta, ou não virá
se não buscarmos. O fato é que muitos têm demonstrado uma fé absurda, descomunal,
equivocada e prejudicial.
Que fé é
essa que faz com que muitos fiéis se calem diante dos abusos sexuais cometidos
por padres, apenas para não denegrir a imagem da igreja? Que fé é essa que nos
leva a ser coniventes com práticas idólatras no meio das mais variadas
denominações, inclusive evangélicas, como o uso de amuletos, objetos ungidos,
rosas, sal, ou coisas da ‘terra santa’? Que fé nos leva a não denunciar a
corrupção no meio do povo de Deus, como se os pastores, bispos, apóstolos
tivessem imunidade e pudessem pecar deliberadamente? Que fé nos faz desviar de
Deus quando nos decepcionamos com líderes ou aqueles que são referências
espirituais? Os usos e abusos de muitos líderes religiosos não deve abalar
nossa fé, e a exposição e denúncia de tais práticas não deve nos fazer duvidar
de Deus. Não podemos nos calar em nome de mantermos as instituições ou
organizações da mesma forma que estão, por medo de ficarmos desorientados, sem
rumo, caso deixem de existir ou sofram alguma transformação. A fé que possuímos
não deve estar firmada em absolutamente nada que seja natural, não podemos
depender da constatação da ação de Deus na vida de outras pessoas para acreditar
que ele vai agir em nossas vidas. Não podemos depender de uma denominação ou
agrupamento para mantermos a comunhão com o Pai. Todas estas coisas são
passageiras, os homens se corrompem porque esta é nossa natureza. As liturgias
dos cultos religiosos estão sujeitas a mudanças e as instituições podem sofrer
alterações ou até deixar de existir. Tudo neste mundo é passageiro, por isso
nossa fé deve estar voltada para as coisas do alto. Devemos estar sempre com os
olhos fixos em Deus e nossa esperança deve ser na morada eterna. Foi isso o que
Cristo nos ensinou e é assim que temos que viver.
As reuniões
nas igrejas são importantíssimas para a vida espiritual de todos nós, para
nosso crescimento espiritual. Mas nossa comunhão com Deus não pode depender
apenas disto, não podemos sair desanimados dos cultos quando acreditamos que
não houve o avivamento que esperávamos. Não podemos ser influenciados por
céticos religiosos que limitam o poder de Deus. Precisamos nos dirigir à casa
do Senhor com o coração aberto para ministrar e receber ministração de Deus.
Precisamos nos manter firmes independente da frieza espiritual dos outros ou do
fervor que apresentam. Assim como não podemos ser abalados por conta da queda de
qualquer pessoa ou de qualquer instituição religiosa. Por isso não podemos nos
calar diante da total falta de temor a Deus daqueles que usam seu nome em
benefício próprio.
Devemos
viver como se tudo o que importasse para nós fosse a vontade do Senhor e nada
mais, agindo de forma justa para com todos ao nosso redor, independente de
posição social ou influência que exerçam. Vejamos o que Paulo disse em sua
carta aos coríntios a respeito desta vida passageira: “O que quero dizer é que
o tempo é pouco. De agora em diante, aqueles que têm esposa, vivam como se não tivessem;
aqueles que choram, como se não chorassem; os que estão felizes, como se não
estivessem; os que compram algo, como se nada possuíssem; os que usam as coisas
do mundo, como se não as usassem; porque a forma presente deste mundo está
passando.” I Coríntios 7:29-31. Vejamos também um trecho do Evangelho segundo
Mateus: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos
outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos. Devido ao
aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o
fim será salvo.” Mateus 24:10-13.
Se formos levados a duvidar da
existência de Deus, ou de seu amor por nós, por conta de acontecimentos ao
nosso redor, nossa fé não está firmada nele verdadeiramente. Estejamos prontos
para enfrentar as adversidades deste mundo e tudo aquilo que o inimigo de
nossas almas levantar para nos fazer desanimar. Revistamo-nos da armadura de
Deus para resistir no dia mal, e depois de termos feito tudo que permaneçamos
firmes.
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