Estou
pronto!
“Mas
Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu
estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do
Senhor Jesus.” Atos 21:13
O que
estamos dispostos a fazer por amor a Cristo? Quanto temos entregado a ele de
nossas vidas e quanto estamos dispostos a entregar? Não que o Senhor espere de
nós algum sacrifício de tolo, mas obediência sem medir consequências. Nós nem
imaginamos até onde vai nosso amor por ele até sermos provados, e somos. Deus
nos permite passar por situações que provem a profundidade do amor que temos
por ele para que possamos ser fortalecidos com estas experiências.
Paulo era um homem que amava demais a Deus, e teve a
oportunidade de entender esse amor que ele próprio sentia. Quando Ágabo, um
profeta da Judéia, profetizou que ele seria preso em Jerusalém. Todos temeram e
alertaram a Paulo que não fosse à Jerusalém, mas sua resposta foi imediata, sem
deixar dúvidas. Ele sabia em seu coração que seria preso e até morreria por
amor ao Senhor, estava pronto para sofrer qualquer coisa pois tinha convicção
de seu chamado e de sua posição no reino. Mesmo sendo apóstolo, sua convicção
de servo de Cristo o mantinha conformado que teria que enfrentar perseguições e
servir, simplesmente servir. Tanto na sinagoga, quanto na prisão; tanto num púlpito,
como num porão.
Nossas escolhas refletem nosso comprometimento com o
reino de Deus e o amor que verdadeiramente sentimos por ele. Ontem minha filha
Gabriela disse que queria ir pra China, quando questionamos o motivo, disse que
pregaria o evangelho porque sabe que lá essa prática é proibida. Dissemos que
lá eles perseguem e matam quem se dispõe a fazer isto, mas sua resposta foi
surpreendente. Disse que sabia disso tudo e mesmo assim estava disposta a ir.
As promessas de uma criança podem não significar nada para nós, mas o fato
deste desejo existir no coração dela, nos faz parecer tão medíocres e egoístas
com as escolhas que fazemos. Queremos fazer por Deus coisas das quais
consigamos medir as consequências e os riscos. Estabelecemos um limite do que
estamos dispostos as fazer, criamos regras que digam o que devemos e o que não
devemos arriscar por ele. Mas Paulo não tinha estas regras, estes limites. Estava
disposto a ir até às últimas consequências, arriscou tudo o que tinha, abriu
mão de planos e sonhos próprios pelos de Deus.
Precisamos
refletir sobre o que conseguimos aprender com o exemplo deste apóstolo-servo e
quanto esta entrega que ele fez vai nos influenciar. A palavra de Deus nos foi
deixada justamente para que víssemos a história de muitos homens e mulheres de
Deus que marcaram sua época e foram instrumentos nas mãos dele. Somos capazes
de fazer muito mais. Não podemos esperar reconhecimento, nossa recompensa será
na vida vindoura, na casa celestial, onde seremos plenamente felizes e
satisfeitos, para glória de Deus Pai.

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