segunda-feira, 20 de junho de 2016

Estou pronto! 

“Mas Paulo respondeu: Que fazeis vós, chorando e magoando-me o coração? Porque eu estou pronto não só a ser ligado, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.” Atos 21:13

O que estamos dispostos a fazer por amor a Cristo? Quanto temos entregado a ele de nossas vidas e quanto estamos dispostos a entregar? Não que o Senhor espere de nós algum sacrifício de tolo, mas obediência sem medir consequências. Nós nem imaginamos até onde vai nosso amor por ele até sermos provados, e somos. Deus nos permite passar por situações que provem a profundidade do amor que temos por ele para que possamos ser fortalecidos com estas experiências.
            Paulo era um homem que amava demais a Deus, e teve a oportunidade de entender esse amor que ele próprio sentia. Quando Ágabo, um profeta da Judéia, profetizou que ele seria preso em Jerusalém. Todos temeram e alertaram a Paulo que não fosse à Jerusalém, mas sua resposta foi imediata, sem deixar dúvidas. Ele sabia em seu coração que seria preso e até morreria por amor ao Senhor, estava pronto para sofrer qualquer coisa pois tinha convicção de seu chamado e de sua posição no reino. Mesmo sendo apóstolo, sua convicção de servo de Cristo o mantinha conformado que teria que enfrentar perseguições e servir, simplesmente servir. Tanto na sinagoga, quanto na prisão; tanto num púlpito, como num porão.
            Nossas escolhas refletem nosso comprometimento com o reino de Deus e o amor que verdadeiramente sentimos por ele. Ontem minha filha Gabriela disse que queria ir pra China, quando questionamos o motivo, disse que pregaria o evangelho porque sabe que lá essa prática é proibida. Dissemos que lá eles perseguem e matam quem se dispõe a fazer isto, mas sua resposta foi surpreendente. Disse que sabia disso tudo e mesmo assim estava disposta a ir. As promessas de uma criança podem não significar nada para nós, mas o fato deste desejo existir no coração dela, nos faz parecer tão medíocres e egoístas com as escolhas que fazemos. Queremos fazer por Deus coisas das quais consigamos medir as consequências e os riscos. Estabelecemos um limite do que estamos dispostos as fazer, criamos regras que digam o que devemos e o que não devemos arriscar por ele. Mas Paulo não tinha estas regras, estes limites. Estava disposto a ir até às últimas consequências, arriscou tudo o que tinha, abriu mão de planos e sonhos próprios pelos de Deus.

Precisamos refletir sobre o que conseguimos aprender com o exemplo deste apóstolo-servo e quanto esta entrega que ele fez vai nos influenciar. A palavra de Deus nos foi deixada justamente para que víssemos a história de muitos homens e mulheres de Deus que marcaram sua época e foram instrumentos nas mãos dele. Somos capazes de fazer muito mais. Não podemos esperar reconhecimento, nossa recompensa será na vida vindoura, na casa celestial, onde seremos plenamente felizes e satisfeitos, para glória de Deus Pai.        

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