Almas, almas, almas!
"Produzi pois frutos dignos de arrependimento"
Mateus 3:8

Quando pensamos sobre as nossas obras e o que temos feito no reino de Deus, ou o que temos produzido de bom... Sempre associamos esta ideia a ganhar almas. E isso pode se tornar frustrante para nós porque imaginamos que gerar boas obras, trata-se de um quantitativo de vidas alcançadas. Como se a vida cristã se resumisse a isso.
Sabendo que esta é uma parte fundamental de sermos cristãos, não podemos limitar nossas vidas a resultados numéricos de pessoas que levamos até Cristo como sendo prova de santidade genuína ou qualquer coisa do tipo. Não somos parte de uma corporação que prioriza resultados e metas em número de pessoas convencidas. As obras de que a Bíblia fala que temos que produzir vão muito além de uma equação salvos versos perdidos.
O que fazemos e quem somos refletem consequentemente na vida das pessoas ao nosso redor. Muitas vezes, dar um bom exemplo de honestidade quando todos ao nosso redor escolhem ser desonestos, passa uma informação importantíssima: a de que mesmo que saiamos no prejuízo, é mais importante fazer a vontade de Deus. A parte mais difícil disso é que ninguém vai nos elogiar ou nos apoiar por atitudes assim, pelo contrário, os olhares acusadores nos farão duvidar da genuinidade das nossas ações. Mas em algum coração a mensagem da cruz de Cristo será implantada, e de forma efetiva, independente de palavras.
Temos dificuldades de imaginar o impacto que uma simples palavra, ou que um gesto tem no reino espiritual, e como o Espírito Santo atua através destas pequenas atitudes. Mas se dá porque nossa fé é pequena e preferimos ver resultados numéricos de vidas. Nos esquecemos que nem todos são chamados para evangelistas, ou seja, nem todos conseguirão mover multidões. Claro que se não temos coragem de falar de Cristo, é algo que temos que trabalhar. Mas não podemos desviar o foco do que realmente é produzir boas obras no reino de Deus. Nos orgulhamos muito mais de dizer um quantitativo anual, do que de avaliarmos internamente o que precisamos mudar em nós para que sejamos verdadeiros embaixadores aqui na terra.
Ganhar vidas não é um comércio, é uma missão. Levar a palavra de Deus é algo importantíssimo, que deve ser feito com muito amor e não por um orgulho tolo. Podemos desfazer as obras do diabo, estabelecer o reino de Deus onde estivermos e produzir obras reais que nada tem a ver com os nossos sentimentos vazios. A palavra de Deus nos orienta a respeito do fruto do Espírito em Gálatas 5:22. Observe que não se trata de uma meta que deva ser revertida em número de almas, pois é, gerar frutos espirituais vai além do que podemos mostrar para as pessoas ou provar pra elas. E quanto à incrível missão de pregar o evangelho? Isso fazemos de forma tão natural quando geramos frutos, que não precisa ser motivo de ansiedade, ou até motivo de frustração por não vermos resultados incríveis, pois se a semente foi lançada verdadeiramente, dará o fruto no tempo certo.
Em Isaías 55:11 Deus nos mostra que sua palavra não volta vazia, antes ela fará o que Deus quer que ela faça e prosperará. Quando levamos esta palavra, fazemos uma pequena parte, porque a obra maior é Cristo quem faz. É o Espírito Santo quem convence do pecado, do juízo e da justiça como vemos no evangelho de João 16:8. E o que fazemos? Obedecemos! Tanto em levar a palavra, quanto em vivê-la e cumpri-la. Que esta reflexão nos ajude a entender a incrível missão de ganhar almas, sendo luz em meio às trevas, para que Cristo reine na vida das pessoas da mesma forma que lutamos para que ele reine em nós, para glória do seu nome.
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