terça-feira, 18 de agosto de 2015

E agora, o que fazer?

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido.” Gálatas 6:9.

Fazemos escolhas como a profissão que exercer, onde morar, o que comprar, como se vestir e etc. Muitas destas escolhas são fáceis, outras nem ao menos fazemos, principalmente quando encontramos um parente que, de certa forma, faz por nós. Ao longo do tempo analisamos com base nos resultados, se fomos espertos nas decisões que tomamos, se nos esforçamos o suficiente, se há tempo para mudarmos o rumo de algumas coisas em nossas vidas, se estamos satisfeitos.
As decisões que tomamos nos acompanharão para sempre, pois refletirão positivamente ou negativamente. O arrependimento pode nos levar a pensar melhor antes de agir e ajuda-nos a amadurecer; o remorso, por outro lado nos faz remoer e reclamar como se não houvesse nenhuma outra oportunidade boa por vir. O fato é que pensamos sobre todas as escolhas e onde poderíamos ter chegado se todas elas tivessem sido realmente bem tomadas.
Mas será que existe uma profissão perfeita para cada pessoa, será que existe uma única casa onde aquela mesma pessoa poderia ser feliz, será que existe apenas uma alternativa correta para cada decisão que precisamos tomar? Se existir, tecnicamente, qualquer outra escolha será frustrante. E como saber se a escolha que fizemos foi correta ou não? Como resolver este enigma e como fazer as escolhas de agora por diante?
Se acharmos que diante de todas as escolhas que temos para fazer apenas uma será correta, isso reduz drasticamente as chances de acerto. Se acharmos que somente uma profissão poderia nos dar a oportunidade de sermos realizados profissionalmente, significa que nossas chances de sermos felizes são mínimas e que a vida é um jogo de sorte.
Baseados na hipótese de que há apenas uma escolha correta, muitos tem orado a respeito de decisões grandes e pequenas. Não que não devemos orar, pelo contrário, mas será que perguntar a Deus se devemos ir à praia ou não é necessário? Precisamos perguntar se podemos tomar sorvete, se podemos fazer vestibular, se devemos fazer outro cartão de crédito? Talvez isto não seja necessário.

Precisamos entender melhor o que realmente agrada a Deus. Ele não nos amaria mais se fizéssemos somente escolhas boas, assim como não nos ama menos porque fazemos escolhas ruins. Temos que entender que nossas escolhas podem nos tornar pessoas melhores ou piores, dependendo da importância que damos a elas e de como encaramos os resultados. Se estivermos preparados para tentar novamente e insistir até ficarmos satisfeitos, vamos entender melhor o que agrada a Deus e vamos conhecer nossos limites e o que somos capazes de fazer. Mas principalmente, entenderemos que precisamos estar prontos para arriscar de vez em quando, sabendo que não importa o que aconteça, sempre podemos recomeçar. 

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