Lamentações de mim
mesmo!
“Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da
terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor
o disse.” Isaías 58:14
Quando oramos pedindo ao Senhor que
fale conosco e esperamos uma resposta imediata, quando dizemos que precisamos
ouvi-lo urgentemente ou desfaleceremos, quando estamos desesperados por uma
solução e voltamos nossos olhos para o Senhor, acreditamos que Ele deveria nos
responder imediatamente. Mas como isso não acontece, questionamos a existência
de Deus, ou seu poder, ou o amor que sente por nós. E o fato de questionarmos
tudo não muda a forma como somos tratados por ele.
Será que
precisamos apelar para atitudes infantis para testar nossa importância diante
ele? Será que agindo como crianças mimadas e birrentas seremos ouvidos e
levados a sério? Não que precisemos nos tornar maduros o suficiente, para daí
então sermos respeitados. Mas o problema não está nas encenações bobas de
desespero, e sim nas atitudes auto degradantes que nos submetemos na tentativa
de sermos lembrados. Está na violação e destruição que causamos a nós mesmos
para sermos notados. Se pensarmos que o suicídio vai abrir os olhos e ouvidos
de Deus para nossa angústia podemos nos perder no caminho e não conseguir mais
voltar.
Deus não
espera que tenhamos tudo sob controle, não espera que sejamos equilibrados e
perfeitos para atender nossas orações. Ao contrário desta sociedade hipócrita,
ele não nos trata diferente por sermos pobres ou fracos. Não nos julga pelos
deslizes que cometemos, não nos ignora quando está triste conosco. Apenas, ama-nos
incondicionalmente, e ama, e ama. Será que sempre que nos sentirmos sozinhos,
ele deveria parar o sol ou mudar a rotação da terra para nos dizer que se
importa? Será que é preciso que nos surpreenda a cada dia ao ponto de nos
deixar sem fôlego para que consigamos enxergar a importância que temos para
ele? Quando lembro do sacrifício de Jesus na cruz percebo quanto sou egoísta.
Não consigo abrir mão de coisas pequenas e torna-se difícil mudar coisas em mim
que considero importantes como se tudo o que diz respeito a mim fosse
prioridade máxima.
Será que eu
conseguiria parar de ouvir os gemidos da minha alma só por um momento para
ouvir o sussurro do Espírito Santo? Será que deixaria de correr atrás de tudo o
que sonho para entender um pouco do que ele quer de mim? A partir de hoje me
lanço este desafio, deixar de achar que sou tão espetacular neste mundo e
entregar meu coração quebrado para que ele o concerte, ao invés de reclamar o
tempo todo me lamentando por tudo.

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