domingo, 16 de agosto de 2015

Lamentações de mim mesmo!


“Então te deleitarás no Senhor, e te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse.” Isaías 58:14

                Quando oramos pedindo ao Senhor que fale conosco e esperamos uma resposta imediata, quando dizemos que precisamos ouvi-lo urgentemente ou desfaleceremos, quando estamos desesperados por uma solução e voltamos nossos olhos para o Senhor, acreditamos que Ele deveria nos responder imediatamente. Mas como isso não acontece, questionamos a existência de Deus, ou seu poder, ou o amor que sente por nós. E o fato de questionarmos tudo não muda a forma como somos tratados por ele.
            Será que precisamos apelar para atitudes infantis para testar nossa importância diante ele? Será que agindo como crianças mimadas e birrentas seremos ouvidos e levados a sério? Não que precisemos nos tornar maduros o suficiente, para daí então sermos respeitados. Mas o problema não está nas encenações bobas de desespero, e sim nas atitudes auto degradantes que nos submetemos na tentativa de sermos lembrados. Está na violação e destruição que causamos a nós mesmos para sermos notados. Se pensarmos que o suicídio vai abrir os olhos e ouvidos de Deus para nossa angústia podemos nos perder no caminho e não conseguir mais voltar.
            Deus não espera que tenhamos tudo sob controle, não espera que sejamos equilibrados e perfeitos para atender nossas orações. Ao contrário desta sociedade hipócrita, ele não nos trata diferente por sermos pobres ou fracos. Não nos julga pelos deslizes que cometemos, não nos ignora quando está triste conosco. Apenas, ama-nos incondicionalmente, e ama, e ama. Será que sempre que nos sentirmos sozinhos, ele deveria parar o sol ou mudar a rotação da terra para nos dizer que se importa? Será que é preciso que nos surpreenda a cada dia ao ponto de nos deixar sem fôlego para que consigamos enxergar a importância que temos para ele? Quando lembro do sacrifício de Jesus na cruz percebo quanto sou egoísta. Não consigo abrir mão de coisas pequenas e torna-se difícil mudar coisas em mim que considero importantes como se tudo o que diz respeito a mim fosse prioridade máxima.

            Será que eu conseguiria parar de ouvir os gemidos da minha alma só por um momento para ouvir o sussurro do Espírito Santo? Será que deixaria de correr atrás de tudo o que sonho para entender um pouco do que ele quer de mim? A partir de hoje me lanço este desafio, deixar de achar que sou tão espetacular neste mundo e entregar meu coração quebrado para que ele o concerte, ao invés de reclamar o tempo todo me lamentando por tudo.

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